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Escola Secundária José Saramago - Mafra

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sexta-feira, 28 de junho de 2013

MÔNICA - uma BD com 50 anos

 
Imagem daqui.


Imagem daqui.
 
Mônica Spada e Sousa, filha do artista Maurício de Sousa e inspiradora da personagem da qual é epónima.


Imagem daqui.
Cebolinha, Mônica e o coelhinho Sansão, Cascão e Magali.
 
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O GATO DO RABINO

 
Argélia, 1920: a história de um gato sem nome que tem o dom da palavra...
 
Filme de animação francês de Joann Sfar e Antoine Delesvaux, vencedor do prémio Cristal de Melhor Longa-Metragem, em 2011, no Festival de Annecy, e do César de Melhor Filme de Animação em 2012.
 
O filme é baseado na banda desenhada com o mesmo nome, assinada por Joann Sfar e já traduzida em Português.
 
Imagem do sítio Le Chat du Rabbin, em http://www.chat-du-rabbin.com/
 
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PERSÉPOLIS, de Marjane Satrapi

Persépolis - o livro e o filme.
Imagem daqui.
 
 
“No segundo milénio a.C., enquanto o Elão desenvolvia uma civilização ao lado da Babilónia, os invasores indo-europeus deram o seu nome ao imenso planalto iraniano onde se fixaram. A palavra «Irão» derivava de «Ayryana Vaejo», que significa «a origem dos Arianos». Os Arianos eram um povo seminómada cujos descendentes foram os Medos e os Persas. Os Medos fundaram a primeira nação iraniana no século VII a.C., mais tarde destruída por Ciro, o Grande, que fundou aquele que foi um dos maiores impérios da Antiguidade, o império persa, no século VI a.C. O Irão foi conhecido como Pérsia – o seu nome grego – até 1935, quando Reza Shah, o pai do último xá do Irão, pediu a toda a gente que passasse a chamar Irão ao país.
O Irão era rico. As suas riquezas e a sua localização geográfica convidavam aos ataques: de Alexandre Magno, dos seus vizinhos árabes a ocidente, dos conquistadores turcos e mongóis. O Irão foi muitas vezes dominado por estrangeiros. Contudo, a língua e a cultura persas sobreviveram a essas invasões. Os invasores assimilavam a sua marcante cultura e, de certa forma, tornavam-se também iranianos.
No século XX, o Irão entrou numa nova fase. Reza Shah decidiu modernizar e ocidentalizar o país, mas, entretanto, foi descoberta uma nova fonte de riqueza: o petróleo. E, como petróleo, veio uma nova invasão. (…) Durante a Segunda Guerra Mundial, os Britânicos, os Soviéticos e os Americanos pediram a Reza Shah que se aliasse com eles contra os Alemães. Porém, Reza Shah, que simpatizava com os Alemães, declarou o Irão território neutro. Então, os Aliados invadiram e ocuparam o Irão. Reza Shah foi mandado para o exílio e sucedeu-lhe o filho, Mohammad Reza Pahlavi, que era conhecido simplesmente por xá.
Em 1951, Mohammed Mossadegh, então primeiro-ministro do Irão, nacionalizou a indústria petrolífera. Em retaliação, a Grã-Bretanha organizou um embargo a todas as exportações de petróleo do Irão. (…) Mossadegh foi deposto e o xá, que tinha saído pouco antes do país, regressou ao poder. Permaneceu no trono até 1979, quando fugiu do Irão para escapar à Revolução Islâmica.
Desde então, esta antiga e grandiosa civilização tem sido quase sempre associada ao fundamentalismo, ao fanatismo e ao terrorismo. Como iraniana que viveu mais de metade da sua vida no Irão, sei que esta imagem está muito longe da verdade. É por isso que escrever Persépolis foi tão importante para mim. Acredito que uma nação inteira não deve ser julgada pelos crimes de uns quantos extremistas. Também não quero que aqueles iranianos que perderam a vida nas prisões defendendo a liberdade, que morreram na guerra contra o Iraque, que sofreram às mãos de vários regimes repressivos ou que foram forçados a abandonar as suas famílias e a fugir da sua pátria sejam esquecidos.
Podemos perdoar, mas não devemos nunca esquecer.”
Marjane Satrapi
Paris, setembro de 2002 (palavras da Introdução)

Marjane Satrapi, Persépolis, Lisboa, Contraponto, 2012