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Escola Secundária José Saramago - Mafra

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quinta-feira, 15 de maio de 2014

BIBLIOTECA DO PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA CONSIDERADA A MAIS BELA DO MUNDO

Fotografia de Will Pryce e informações aqui.


O portal norte-americano Book Riot, especialista em livros, elegeu a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra como a mais bonita do mundo.


terça-feira, 21 de maio de 2013

AS BIBLIOTECAS, VALTER HUGO MÃE

Os livros "São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo".


As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como que está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.
Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.
Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde
voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir.Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.
As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra.
Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.
As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.
Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor.

Jornal de Letras, Artes e Ideias. Dir. José Carlos de Vasconcelos. Ano XXXIII. Número 1112. 15 a 28 de maio de 2013.

O Jornal de Letras, Artes e Ideias encontra-se disponível na estante de periódicos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

NEWBERRY LIBRARY


Newberry Library, Chicago
Imagem daqui.
 
 
 
"(...) Dir-se-á: mas então, vai-se a Chicago para ler livros que existem em Portugal? A questão é outra, e não falo de Camilo ou de Eça ou outros, falo mesmo da Literatura de Viagens: é que nada existe na Newberry que não possamos achar nas nossas bibliotecas, simplesmente... em nenhuma das nossas há todo o material, em simultâneo, que na Newberry existe! É nisso que ela é um paraíso para o investigador, que tem lá tudo à mão, proporcionando economia de tempo e trabalho harmónico."
 
Maria Alzira Seixo, "A Newberry Library e as letras lusas", in Jornal de Letras, Artes e Ideias, Ano XXXIII, nº 1110, de 17 a 30 de abril de 2013, p. 33.

 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

IBIBLIOTHEQUE

Imagem daqui.
 
Para os amantes da literatura francesa, aqui fica a referência de uma biblioteca virtual, de acesso gratuito. As obras poderão ser lidas na íntegra ou delas serem ouvidos excertos sonoros.
 
Objetivo: levar as novas gerações a conhecerem os grandes clássicos desta literatura, usando os mais modernos suportes tecnológicos.
 
 
Agradecemos à Luisinha Bazenga esta partilha generosa.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ANO DE PORTUGAL NO BRASIL

De 7 de Setembro de 2012 - Dia da Independência do Brasil - a 10 de Junho de 2013 - Dia de Portugal - a cultura, as artes, o pensamento, a investigação, a economia e a inovação tecnológica do velho país terão lugar de honra no Brasil. Durante este período divulgar-se-ão a criativiadade e o conhecimento português nestes domínios.

Elementos da fachada do Real Gabinete Português de Leitura
(da esq. para a dir.) Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama.

Um dos eventos que assinalam a iniciativa é o colóquio Portugal no Brasil: pontes para o presente, de 9 a 13 de Abril de 2012, promovido pelo Polo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras, no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, aberto a todos os interessados.
Segue-se a lista das "pontes" sugeridas:
Pontes artísticas
Pontes científicas
Pontes históricas
Pontes imaginárias
Pontes literárias
Pontes político-económicas
Pontes pluridisciplinares


segunda-feira, 18 de julho de 2011

COLA -TE À LEITURA


Apresentação pública do programa "Novelos de Leitura", no dia 20 de Setembro, às 10h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (Telheiras -  Lisboa).

Informações e inscrições em BLX

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA


O Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, é a maior biblioteca de obras de autores portugueses, fora de portas, recebendo um exemplar de todas as obras publicadas em Portugal.
No dia 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro...
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