"U for Unicorn", por Bror Anders Wikstrom para o tema "Alphabet". Coleção de Carnaval, 1904, Louisiana Research Collection, Tulane University.
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Escola Secundária José Saramago - Mafra
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sexta-feira, 1 de março de 2019
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
DE ENTRUDO A CARNAVAL
Entrudo de Lazarim, concelho de Lamego.
Imagem daqui.
"Entrudo, s. Do lat. introitu-, «acto de entrar, entrada; de um lugar, acesso, avenida; entrada, introdução, começo»; a especialização de sentido para «carnaval» parece ter-se verificado apenas na Hispânia; em 1252: «et per Entruido unum cabritum», Chancelaria de D. Afonso III, I, fl. 1, col. 1; «e nas casas dos homens de Terena paguem eles de suas soldadas ateens entruido de venda de seus vinhos...», Leges, II, p.83; «Por dia dentroydo dam xxj. cordeiros...», Inq., p.309; por via culta recebemos introito; em 1527: «Entra hum Anjo, & a modo de argumento diz o seguinte introito», Gil Vicente, Breve Sumário da História de Deus, na Copilaçam, fl. LXI; antes entroito em 1382: «dous misaaes velhos ssem entroidos E sem Responsos e sem Alelujas...», em João Martins da Silva Marques, Sintra - Estudos Históricos - IX."
"Carnaval, s. Do fr. carnaval, que, segundo Bloch-Wartburg, s.v., «XVIe (carneval, une première fois quarnivalle, 1268). Empr. de l'it. carnevale, propr, «mardi-gras», issu, en Toscane, para métathèse, de carnelevare «ôter la viande» (comp. esp. carnestolendas), anc. vicent. carlassare (=carne lasciare, etc.). L'empr. du mot par le fr, est sans doute dû aux somptueuses fêtes de l'époque de la Renaissance (la citation isolée au XIIIe s. provient probabl. de l'influence locale de commerçants toscans)». Em 1542: «... todos estes dias até quinta feira nam ha chancela(ria p)or estas mascaras e carnavall», no Corpo Dipl. Port., V, 42 (C.). Cort., remete ainda para o seguinte exemplo medieval: «In die Natalis Domini unam spatulam... et in die Carni privii, si habuerit V. oves, dabit unum cordarium album», em Inq., p. 477."
José Pedro Machado, Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, Lisboa, Livros Horizonte, segundo volume C-E, p. 413 e 80.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
CARNAVAL
Imagem daqui.
SAMBA DA BÊNÇÃO
(Baden Powell)
Cantado
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
Falado
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão.
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão.
Cantado
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Falado
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Cartola, a benção, Sinhô
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxô
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Cartola, a benção, Sinhô
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxô
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus
Cantado
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Vinicius de Moraes, Poesia Completa e Prosa, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1998, pp. 806-809.
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segunda-feira, 3 de março de 2014
É CARNAVAL - Álvaro de Campos
Almada Negreiros. Álvaro de Campos (pormenor). 1958. Mural da Faculdade de Letras de Lisboa.
Imagem daqui.
É Carnaval, e estão as ruas cheias
É Carnaval, e estão as ruas cheias
De gente que conserva a sensação,
Tenho intenções, pensamento, ideias,
Mas não posso ter máscara nem pão.
Esta gente é igual, eu sou diverso —
Mesmo entre os poetas não me aceitariam.
Às vezes nem sequer ponho isto em verso —
E o que digo, eles nunca assim diriam.
Que pouca gente a muita gente aqui!
Estou cansado, com cérebro e cansaço.
Vejo isto, e fico, extremamente aqui
Sozinho com o tempo e com o espaço.
Detrás de máscaras nosso ser espreita,
Detrás de bocas um mistério acode
Que meus versos anódinos enjeita.
Sou maior ou menor? Com mãos e pés
E boca falo e mexo-me no mundo.
Hoje, que todos são máscaras, és
Um ser máscara-gestos, em tão fundo...
s.d.
“Carnaval”. Álvaro
de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica.
Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa:
Estampa, 1993.
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Fernando Pessoa,
Poesia
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
CARNAVAL 2013
À semelhança de anos anteriores, as Assistentes Operacionais da BE vestiram-se a rigor para festejar o Carnaval. Desta vez os trajes foram inspirados nos livros e nas regras de utilização da Biblioteca.
Ontem, pelas 18 horas, os alunos do Curso Profissional de Apoio à Infância, acompanhados pela professora Ema da Silva, surpreenderam os utilizadores da BE com a apresentação de uma coreografia alusiva à quadra carnavalesca.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
CARNAVAL: SCHUMANN e MANUEL BANDEIRA
CARNAVAL, de Schumann
Carnaval op 9 - 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 "scènes mignonnes" piano solo
Aloysio Rachid, pianista brasileiro, toca Carnaval, de Robert Alexander Schumann (1810-1856), op. 9. Ficam as 8 "scènes mignonnes": 1. Préambule, 2. Pierrot, 3. Arlequin, 4. Valse Noble, 5. Eusebius, 6. Florestan, 7. Coquette, 8. Réplique. O carnaval de Schumann opus 9 é composto por 21 peças pequenas. Parte 1/3. Fonte daqui.
Estátua de Manuel Bandeira (1886-1968)
Margens do rio Capibaribe, Recife, Pernambuco
Foto daqui.
EPÍLOGO
Eu quis um dia, como Schumann, compor
Um carnaval todo subjetivo:
Um carnaval em que o só motivo
Fosse o meu próprio ser interior...
Quando o acabei, - a diferença que havia!
O de Schumann é um poema cheio de amor,
E de frescura, e de mocidade...
E o meu tinha a morta mortacor
Da senilidade e da amargura...
- O meu carnaval sem nenhuma alegria!...
1919
Manuel Bandeira
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
BOM CARNAVAL!
sexta-feira, 4 de março de 2011
BOM CARNAVAL!
Assistentes Operacionais e utilizadores da Biblioteca vestiram-se a preceito para celebrar o Carnaval.
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