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Escola Secundária José Saramago - Mafra
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sexta-feira, 8 de março de 2019
NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
quinta-feira, 8 de março de 2018
NO DIA DA MULHER
Rembrandt Harmensz van Rijn (1606-1669), Palas Atena (1657).
Imagem daqui.
Pelos extremos raros que mostrou
em saber Palas, Vénus em fermosa,
Diana em casta, Juno em animosa,
África, Europa e Ásia as adorou.
Aquele saber grande que ajuntou
esprito e corpo em liga generosa,
esta mundana máquina lustrosa,
de só quatro Elementos fabricou.
Mas mor milagre fez a natureza
em vós, Senhoras, pondo em cada ũa
o que por todas quatro repartiu.
A vós seu resplandor deu Sol e Lũa,
a vós com viva luz, graça e pureza,
Ar, Fogo, Terra e Água vos serviu.
Luís de Camões, Rimas, texto estabelecido e prefaciado por Álvaro J. da Costa Pimpão, Acta Universitatis Conimbrigensis, Coimbra, Por Ordem da Universidade, 1953, p. 170.
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quarta-feira, 8 de março de 2017
NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
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terça-feira, 8 de março de 2016
DIA DA MULHER
Imagem daqui.
RETRATO DE MULHER
Algo de cereal e de campestre
Algo de simples em sua claridade
Algo sorri em sua austeridade
Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética, Lisboa, Editorial Caminho, 2011, p. 629.
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segunda-feira, 7 de março de 2016
MULHERES & CIÊNCIA
Imagem e programa aqui.
O papel e a história das mulheres na investigação científica e na educação em Portugal - seminário que terá lugar no Auditório Manuel Valadares do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, no dia 8 de março de 2016.
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Seminário
sexta-feira, 6 de março de 2015
DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 08/ 03/ 2015
"RECONSTITUIÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO
Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas
acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e
descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda. Elas chamam
ainda escuro os homens e os animais e as crianças. Elas enchem lancheiras e
tarros e pastas de escola com latas e buchas e fruta embrulhada num pano limpo.
Elas lavam os lençóis e as camisas que hão-de suar-se outra vez. Elas esfregam
o chão de joelhos com escova de piaçaba e sabão amarelo e correm com os
insectos a que não venham adoecer os seus enquanto dormem. Elas brigam nos
mercados e praças por mais barato. Elas contam centavos. Elas costuram e enfiam
malhas em agulhas de pau com as lãs que hão-de manter no corpo o calor da
comida que elas fazem. Elas vêm com um cântaro de água à cinta e um molho de
gravetos na cabeça. Elas limpam as pias e as tinas e as coelheiras e os
currais. Elas acendem o lume. Elas migam hortaliça. Elas desencardem o fundo
dos tachos. Elas passajam meias e calças e camisas e outra vez meias. Elas
areiam o fogão com palha de aço. Elas calcorreiam a cidade a pé e à chuva
porque naquele bairro os macacos são caros. Elas correm esbaforidas para não
perder o comboio, o barco. Elas pousam o cesto e abrem a porta com a mão
vermelha. Elas põem a tranca no palheiro. Elas enterram o dedo mínimo na
galinha a ver se tem ovo. Elas acendem o lume. Elas mexem o arroz com um garfo
de zinco. Elas lambem a ponta do fio de linha para virar a camisa. Elas enchem
os pratos. Elas pousam o alguidar na borda da pia para aguentar. Elas arredam a
coberta da cama. (…)”
Dezembro 1975
Maria Velho da Costa, Cravo, Moraes Editores, 1976.
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sábado, 8 de março de 2014
DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2014
Imagem da Fundação Batalha de Aljubarrota.
Brites de Almeida
História certa, ou lenda, a ingressar
já pelos condomínios da anedota,
Padeira varonil de Aljubarrota
És verosímil símbolo sem par.
Simbolizas a alma popular,
Na sua ânsia simplista e patriota
Que reluta de estranhos ser ilota,
Por seus se deixe embora escravizar.
E para mais, heroína, mulher sendo,
Teu nome e biografia estão dizendo
O que aliás toda a nossa história aclama:
Que na mulher mais firme a tradição
Se guarda, e se enraíza uma Nação:
Passado que o futuro ensina e inflama.
Paulino de Oliveira
Ana de Castro Osório, A Grande Aliança, Lisboa, Instituto Piaget, 1997, p.42.
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quarta-feira, 5 de março de 2014
O MÊS DA MULHER NA FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO
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sexta-feira, 8 de março de 2013
NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Blimunda
Imagem daqui.
“Durante
nove anos, Blimunda procurou Baltasar. Conheceu todos os caminhos do pó e da
lama, a branda areia, a pedra aguda, tantas vezes a geada rangente e assassina,
dois nevões de que só saiu viva porque ainda não queria morrer. Tisnou-se de
sol como um ramo de árvore retirado do lume antes de lhe chegar a hora das
cinzas, arregoou-se como um fruto estalado, foi espantalho no meio de searas,
aparição entre os moradores das vilas, susto nos pequenos lugares e nos casais
perdidos. Onde chegava, perguntava se tinham visto por ali um homem com estes e
estes sinais, a mão esquerda de menos, e alto como um soldado da guarda real,
barba toda e grisalha, mas se entretanto a rapou, é uma cara que não se
esquece, pelo menos não a esqueci eu, e tanto pode ter vindo pelas estradas de
toda a gente, ou pelos carreiros que atravessam os campos, como pode ter caído
dos ares, num pássaro de ferro e vimes entrançados (…). Julgavam-na doida, mas,
se ela se deixava ficar por ali uns tempos, viam-na tão sensata em todas as
mais palavras e acções que duvidavam da primeira suspeita de pouco siso. Por fim
já era conhecida de terra em terra, a pontos de não raro a preceder o nome de
Voadora, por causa da estranha história que contava. Sentava-se às portas, a
conversar com as mulheres do lugar, ouvia-lhes as lamentações, os ais, menos
vezes as alegrias, por serem poucas, por as guardar quem as sentia, talvez
porque nem sempre há a certeza se sentir o que se guarda, é só para não ficar
desprovido de tudo. Por onde passava ficava um fermento de desassossego, os
homens não reconheciam as suas mulheres, que subitamente se punham a olhar para
eles, com pena de que não tivessem desaparecido, para enfim poderem procurá-los.
(…)
Nove anos
procurou Blimunda. Começou por contar as estações, depois perdeu-lhes o
sentido. Nos primeiros tempos calculava as léguas que andava por dia, quatro,
cinco, às vezes seis, mas depois confundiram-se-lhe os números, não tardou que
o espaço e o tempo deixassem de ter significado, tudo se media em manhã, tarde,
noite, chuva, soalheira, granizo, névoa e nevoeiro, caminho bom, caminho mau,
encosta de subir, encosta de descer, planície, montanha, praia do mar, ribeira
de rios, e rostos, milhares e milhares de rostos, rostos sem número que os
dissesse (…).
Milhares de
léguas andou Blimunda, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se
espessa, fendida como uma cortiça. Portugal inteiro esteve debaixo destes
passos, algumas vezes atravessou a raia de Espanha porque não via no chão
qualquer risco a separar a terra de lá da terra de cá, só ouvia falar outra
língua, e voltava para trás. (…)
Encontrou-o.
Seis vezes passara por Lisboa, esta era a sétima. (…)”
José Saramago, Memorial do Convento, Lisboa, Caminho, 2ª
edição, 1983, pp.353-356
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8 de março de 2013: DIA INTERNACIONAL DA MULHER
quinta-feira, 8 de março de 2012
NA BE: DIA INTERNACIONAL DA MULHER
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Mural
DONA ISABEL DE PORTUGAL NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Dona Isabel (1503-1539), filha de D. Manuel I de Portugal e futura mãe de Filipe II de Castela e Aragão e I de Portugal, casou em 1526 com o Imperador Carlos V, seu primo. Com este casamento pretendia alcançar-se a união de Castela e Portugal, propósito que seria cumprido por Isabel de forma determinada e determinante.
Quando morreu Dona Isabel, foi Francisco de Bórgia, Duque de Gândia, que conduziu o cadáver de Toledo a Granada, numa viagem que se prolongou por alguns dias. Quando o Duque abriu o féretro para identificar o corpo da Imperatriz, senhora a quem votava um especial afeto, exclamou: "Jamais tornarei a servir a senhores que possam morrer". Transtornado, renunciou aos prazeres mundanos e ingressou anos mais tarde na Companhia de Jesus.
Passados quatro séculos, Sophia de Mello Breyner Andresen recuperou este episódio, revestindo-o de uma roupagem poética.
Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de Portugal
Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
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quinta-feira, 3 de março de 2011
MONTRA DE LIVROS (5)
Leitura no feminino para assinalar o centésimo aniversário do Dia Internacional da Mulher, que se celebra a 8 de Março.
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