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Escola Secundária José Saramago - Mafra

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

ALBERTO CAEIRO NO DIA DOS NAMORADOS


Imagem daqui.




Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

10-7-1930


"O Pastor Amoroso", in Fernando Pessoa, Poemas de Alberto Caeiro (nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor), Lisboa, Ática, 1946.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

DIA DOS NAMORADOS


Detalhe de painel de azulejos da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, Rio de Janeiro.
Imagem daqui.



Desmaiar-se, atrever-se, estar furioso,
áspero, terno, liberal, esquivo,
altaneiro, mortal, defunto, vivo,
leal, traidor, cobarde e animoso;

não ter, fora do bem, centro ou repouso;
mostrar-se alegre, triste, humilde, altivo,
agastado, valente, fugitivo,
satisfeito, ofendido, receoso;

fechar o rosto ao claro desengano,
beber veneno por licor suave,
olvidar o proveito, amar o dano;

acreditar que o céu no inferno cabe,
dar a vida e a alma a um doce engano:
isto é amor; quem o provou bem sabe.


Lope de Vega, "Desmayarse, atreverse, estar furioso,", in Vozes da Poesia Europeia - II, traduções de David Mourão-Ferreira, número 164, maio-agosto de 2003, p. 140.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

2016 - DIA DOS NAMORADOS X


Imagem daqui.



O Amor é como as ondas:
Vêm e logo vão.
Assemelha-se, ao anunciar-se, a um Mar de Rosas,
Mas, quando acaba, parece que tudo foi em vão.

Alexandre Jesus e Bernardo Santos, Alunos do 10º CT4 desta Escola.


2016 - DIA DOS NAMORADOS IX


Imagem daqui.



Acorda de madrugada
Antes do sol levantar
Sai depressa, sem pequeno-almoço tomar.
Tropeça nas pedras da rua
Corre a toda a velocidade,
Esperando não se atrasar.
Chega ofegante, percebendo que o perdera.

Chega ofegando, percebendo que já partira,
Gritando, ainda, espera que a ouça,
Gritando, do topo dos seus pulmões,
Esperando ser ouvida,
Esperando não o perder...

Líbian Carvalho e Ludmila Araújo, Alunas do 10º CT4 desta Escola.


2016 - DIA DOS NAMORADOS VIII


Jean-François Millet (1814-1875), Bouquet de Marguerites (1866).
Imagem daqui.



Namorada é apenas uma palavra...
Quando se isola "amor"
Resta um desesperançado "nada"...

Amor é sinónimo de paixão.
Amar alguém de verdade
Impossibilita pensar em traição.

Irina Pedroso e Ricardo Figueiredo, Alunos do 10º CT5 desta Escola.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

2016 - DIA DOS NAMORADOS VII


Johannes Vermeer (1632-1675), La femme à la balance (1664).
Imagem daqui.



O amor é contraditório,
mas para mim não o é.
Muitos dizem saber amar;
afinal o que isso é?

Será sensação, sentimento?
Porquê tanto contentamento
se tudo, inevitavelmente,
acabará em sofrimento?

Para mim é dedicação,
por vezes traz a alegria
e muitas vezes desilusão.
Não passa de uma fantasia.

Será que parte o coração?
Será que faz parte da vida?
Mas nada causaria admiração
se a paixão não fosse sentida.

Ana Margarida Simões e Cláudia Rodrigues, Alunas do 10º CT5 desta Escola.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

2016 - DIA DOS NAMORADOS VI


Camille Corot (1796-1875), Solitude, Souvenir du Vigen (1866).
Imagem daqui.



Pequenos grandes defeitos
ele me impediu de ver
foram esses ditos feitos
que me fizeram sofrer.

Foi ele um grande pecado
razão do coração desolado
terá sido o meu castigo
por querer amor correspondido.

Há muito que me enganava
com seu traiçoeiro amor
e eu tão só, perdida estava
que não sentia a imensa dor.

Por muito me levou a passar
grande mal me fez sentir
mas depois do afeto acabar
tudo isso deixou de existir.

Aos poucos o meu coração
lentamente começa a sarar
depois de partido num milhão
sua grande forma está a voltar.

Saúde começa a recobrar
e eu talvez volte a amar
mas até poder lá chegar
algum tempo vai passar.

Marta Bastos e Marta Rebelo, Alunas do 10º CT5 desta Escola.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

2016 - DIA DOS NAMORADOS V

Imagem daqui.




Por longos caminhos andei,
muita formosura encontrei;
recordo-me só de uma beleza:
apenas da tua, minha princesa.

Provoca-me uma imensa dor
o estar longe, afastado de ti.
Desde o dia em que te vi
Dei-te sempre o meu amor.

Gonçalo Costa, Aluno do 10º CT4 desta Escola.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

2016 - DIA DOS NAMORADOS IV


Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), Les Amoureux (1875).
Imagem daqui.



O amor é somente uma palavra,
Mas quão amiúde é filosofada!
Saber amar já é diferente,
tanto que não vem da mente.

Não vem do pensamento, mas da sensação,
diz-se muito que se ama com o coração,
eu amo-te com tudo o que tenho e não tenho.
Amar é, de facto, muito estranho.

Elisabete Domingos e Simone Roca, Alunas do 10º CT4 desta Escola.



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A EROS

William-Adolphe Bouguereau (1825-1905), L'Amour (1891).
Imagem daqui.



A EROS


É uma criança,
e não é difícil
que a identifiquem:
entre mais de vinte,
é reconhecível...
Sua pele não é
nem branca nem mate,
mas da cor do fogo…
Tem olhos brilhantes
e vivos, de chama!
Espírito de mal,
palavras de mel,
em nada acredita
de quanto proclama.
Mais doce que os doces
tem o som da voz:
contudo, é de fel
aquilo que manda…
E, sempre a mentir,
em jogos cruéis
passa o tempo todo…
Ou, então, em festas:
cabelos em ondas
(melhor: aos anéis)
e um tufo atrevido
no alto da testa…
Tem pulsos pequenos,
que ferem ao longe
- às vezes, até
no reino dos mortos…
O corpo desnudo,
a alma velada,
parece uma ave,
pois também tem asas…
Para as raparigas
e para os rapazes
chega a ser terrível,
se em seus corações
elege, de acaso,
o alvo pràs setas
que traz na aljava…

Mosco, século II a. C.

Mosco, “A Eros”, in “Vozes da Poesia Europeia – I”, traduções de David Mourão-Ferreira, Colóquio-Letras, número 163, janeiro-abril de 2003, pp. 68-69.


2016 - DIA DOS NAMORADOS III

John William Godward (1861-1922), Absence Makes the Heart Grow Fonder (1912).




Sentia-me bem contigo
e assim acreditei
mais tarde tinha percebido
que havia perdido todo o amor que te dei

Sentia-me confusa
e mesmo assim te amei
afinal era uma intrusa
no teu coração nunca entrei

Sentia-me desanimada
o meu coração conformei
nem sempre fui amada
como sempre sonhei

E mesmo assim te amei...

Mariana Cascais, Marta Farinha Ferreira e Susana Reis, Alunas do 10º CT5 desta Escola.



2016 - DIA DOS NAMORADOS II


Edmund Blair Leighton (1853-1922), On the Threshold (of a Proposal) (1900).
Imagem daqui.



Sem mim ela tem tudo
Sem ela não sou nada
Pensei que fosse amor
Mas apercebi-me que amor é só uma palavra

Não percebo
Quando te vejo fico assustado
Não por ter medo de ti
Mas porque não gosto de estar afastado

Amor, que palavra engraçada
Nunca houve, nunca haverá outra igual
Porque eu sinto-a, sem a poder definir
Mas sei explicar o porquê de te não poder esquecer...

Miguel Jacinto, Aluno do 10º CT5 desta Escola.



2016 - DIA DOS NAMORADOS I

Gustav Klimt (1862-1918), O Beijo (1907-1908).
Imagem daqui.



O amor é sentimento,
ele vem do coração;
altera o comportamento
e dá-me motivação.

O amor é sentimento,
arrasta consigo a paixão;
o gesto forma-se lento,
pois nasce do coração.

O amor é sentimento
sei que não implica traição.
Espero que o sofrimento
seja apenas uma ilusão.

O amor é sentimento,
leva-me à reflexão.
Desejo que este tormento
não me ataque o coração.


Carlos Santos e José Jorge, Alunos do 10º CT5 desta Escola.


14 de fevereiro - DIA DOS NAMORADOS

Jean-Honoré Fragonard, (1732-1806), Le Colin-Maillard (1754-1756).
Imagem daqui.



“TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, (...) lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, (...) envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado de verdade é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia, a pedir proteção. Esta não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho. (...) Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar. Não tem namorado quem não sabe dar o valor de andar de mãos dadas; de carinho safadinho, escondido no escuro do cinema cheio, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de dar gargalhada quando se fala ao mesmo tempo ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário. (...) Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou filmes de Woody Allen. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. (...) Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou no meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; (...) Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado é porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200 kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de queimar-se em seu próprio fogo e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio. Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido. «Enlou-cresça».”

Artur da Távola (1936-2008)

Joaquim Ferreira dos Santos (org.), As cem melhores crônicas brasileiras, Rio de Janeiro, Objetiva, 2007, pp. 244-245.

COM PALAVRAS VIII






sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

AMOR E POLÍTICA


Ford Madox Brown (1821-1893), Romeo and Juliet.


"Amor e política são dois pólos unidos por um arco: a pessoa. A sorte da pessoa na sociedade política reflecte-se na relação amorosa e vice-versa. A história de Romeu e Julieta é ininteligível se se omitem as lutas senhoriais nas cidades italianas do Renascimento e o mesmo acontece com a de Larisa e Jivago fora do contexto da revolução bolchevista e da guerra civil. É inútil citar mais exemplos. Tudo se corresponde. A relação entre o amor e a política está presente ao longo da história do Ocidente. (...)

Se o nosso mundo há-de recuperar a saúde, a cura deve ser dual: a regeneração política inclui a ressurreição do amor. Ambos, amor e política, dependem do renascimento da noção que foi o eixo da nossa civilização: a pessoa. Não penso num impossível regresso às antigas concepções da alma; creio que, sob pena de extinção, devemos encontrar uma visão do homem e da mulher que nos devolva a consciência da singularidade e da identidade de cada um. Visão ao mesmo tempo nova e antiga, visão que veja, em termos de hoje, cada ser humano como uma criatura única, irrepetível e preciosa. Cabe à imaginação criadora dos nossos filósofos, artistas e cientistas redescobrir não o mais distante mas o mais íntimo e diário: o mistério que é cada um de nós. Para reinventar o amor, como pedia o poeta, temos que inventar outra vez o homem."

Octavio Paz, A Chama Dupla, Lisboa, Assírio & Alvim, 1993, p. 124.


DIA DOS NAMORADOS


Imagem daqui.



"... e só poder/ chorar por ter o que se temeu perder."

William Shakespeare, Os Sonetos de Shakespeare, tradução de Vasco Graça Moura, Bertrand Editora, 2007, p. 64.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SÃO VALENTIM E O AMOR III

Imagem daqui.


"O perfeito amor exige a vigorosa  inteligência."

Agostinho da Silva, Conversação com Diotima (1944), in Textos e Ensaios Filosóficos I, p.163.


DIA DOS NAMORADOS 2014 (III)

"Amor", Carlotta Castelnovi


                                                                               
Piropo


     A vida de qualquer rapaz deve ser ler, escrever e correr atrás das raparigas. Esta última parte é muito importante. Hoje em dia, porém, os rapazes de Portugal já não correm atrás das raparigas - andam com elas. A diferença entre «correr atrás» e «andar com» é, sobretudo, uma diferença de energia. Correr é galopar, esforçar, persistir, e é alegria, entusiasmo, vitalidade. Andar é arrastar, passo de caracol, pachorrice, sonolência. O amor não pode ser somente uma partida de golfe, em que dois jarretas caminham devagar em torno de alguns buraquinhos. Tem de ser, pelo menos, os 400 metros barreiras.
   (...)
    Os rapazes de hoje já não perguntam às raparigas se os anjos desceram à terra, ou que bem fizeram a Deus para lhes dar uns olhos tão bonitos. Dizem laconicamente, com o ar indiferente que marca o «cool» da contempo­raneidade «Vamos aí?». Ou simplesmente «Bora aí?». Nos últimos tempos, tanto em Lisboa como na linha de Cascais, esta economia de expressão atingiu até o cúmulo de se cingir a um breve e boçal «Bute?». «Bute» signi­fica qualquer coisa como «Acho-te muito bonita e desejável e adoraria poder levar-te imediatamente para um local distante e deserto onde eu pudesse totalmente desfazer-te em sorvete de framboesas». Mas, como os rapa­zes só dizem «Bute:», são as pobres raparigas que têm de fazer o esforço todo de interpretação e de enriqueci­mento semântico. São assim obrigadas a perguntar às amigas «Ó Teresinha, o que é que achas que ele queria dizer com aquele bute?». E chegam à desgraçada condição de analisar as intenções do rapaz mediante uma série de considerações pouco líricas - foi um «Bute» terno ou ríspido, sincero ou mentiroso, terá sido apaixo­nado ou desapaixonado?
   Isto não pode ser, até porque há uma tradição a manter. Imagina-se alguma rapariga a dizer «Ai, Lena... quando ele disse 'Bute' subiu-me o coração à boca!». A verdade é que o coração é um órgão bastante pregui­çoso e só se dá ao trabalho de subir à boca quando se lhe dão excelentes motivos para isso.
    De uma maneira geral, todas as palavras que não se imaginam num soneto de Camões são impróprias. O amor pode ser um fogo que arde sem se ver, mas não basta tomar o facto por dado e dizer simplesmente «Bute» - é preciso dizer que arde sem se ver. Mesmo que não arda, mesmo que se veja.

   CARDOSO, Miguel Esteves - A Causa das Coisas. Lisboa: Assírio & Alvim, 6ª ed. 1988, p. 227-228.

O livro está disponível  para requisição na BE da ESJS.