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Escola Secundária José Saramago - Mafra
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019
DIAS DO DESASSOSSEGO 2019
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Literatura,
Poesia
quinta-feira, 13 de junho de 2019
UM «SOLZINHO DE DEUS» NO DIA DE ANIVERSÁRIO DE FERNANDO PESSOA. E DE SANTO ANTÓNIO.
A TERNURA LUSITANA ou A ALMA DA RAÇA
O costume de definir o português como essencialmente lírico, ou essencialmente amoroso - absurdo, porque não há povo quase nenhum que não seja estas duas coisas. Ao mesmo tempo vê-se que, ainda que a expressão falhe, há qualquer coisa de verdade, que não chega a descobrir-se, nestas frases.
O que é que há de quase-indefinivelmente português, de portuguesmente comum excepto a língua, a Bernardim Ribeiro, Camões, Garrett, Antero de Quental, António Nobre, Junqueiro, Correia de Oliveira, Pascoaes, Mário Beirão?
Em primeiro lugar, é uma ternura. Mas o que é essa ternura? Ternura vaga (...) em Bernardim Ribeiro, ternura que rompe a casca de estrangeirismo de Camões, no seu auge ternura heróica, ternura metafísica em Antero (curiosíssima fase de ternura que dá corpo ao abstracto, e pode amar um Deus que seja (...) uma fórmula matemática); ternura por si-próprio e pela sua terra - esquiva (...), espontânea e com o lado «tristeza» acentuado, em António Nobre (actuou (?) sobre o Sá Carneiro), ternura pela paisagem em Fialho, ternura que chega a assomar às janelas da alma de Eça de Queirós.
Chamar ao sol «solzinho de Deus» é um fenómeno especial de ternura. Nessas frases do povo está o germe de todo o pátrio.
1915?
Texto de Fernando Pessoa. Pode ser consultado em arquivopessoa.net
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Fernando Pessoa
quinta-feira, 7 de março de 2019
MENSAGEM E POEMAS PUBLICADOS EM VIDA, DE FERNANDO PESSOA
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Livro
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
ALBERTO CAEIRO NO DIA DOS NAMORADOS
Imagem daqui.
Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
10-7-1930
"O Pastor Amoroso", in Fernando Pessoa, Poemas de Alberto Caeiro (nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor), Lisboa, Ática, 1946.
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Dia dos Namorados,
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Poesia
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
UM PASSEIO SONORO NA LISBOA DE FERNANDO PESSOA
"«Não sei o que o amanhã trará - um passeio sonoro na Lisboa de Fernando Pessoa» é uma série documental sobre a vida e obra de Fernando Pessoa.
Esta viagem sonora de 15 episódios pode ser feita de duas formas. Através de um percurso geográfico que inclui 15 locais na cidade de Lisboa, cada um correspondente a um episódio. Ou através de uma viagem imaginária fora do percurso sugerido. Imagine-se na Lisboa pessoana e ouça onde quiser."
Imagem e texto em https://fernandopessoatour.com/
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Viagem Sonora
terça-feira, 13 de novembro de 2018
DIAS DO DESASSOSSEGO 2018
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quarta-feira, 31 de outubro de 2018
PENSAMENTO E RITMO
Ricardo Reis, pormenor do mural de Almada Negreiros
na Faculdade de Letras de Lisboa.
VII
Ponho na altiva mente o fixo esforço
Da altura, e à sorte deixo,
E as suas leis, o verso;
Que, quando é alto e régio o pensamento,
Súbdita a frase o busca
E o scravo ritmo o serve.
Ricardo Reis, Poesia, edição de Manuela Parreira da Silva, Lisboa, Assírio & Alvim, 2007, p. 23.
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segunda-feira, 4 de junho de 2018
LISBON REVISITED - DIAS DE POESIA
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
A LÍNGUA IMPERIAL
Imagem daqui.
O Problema das Línguas
Se ter uma grande literatura fosse, por si só, suficiente para impor, não a mera sobrevivência, mas a vasta e duradoura sobrevivência de uma língua, o Grego seria hoje a segunda língua da civilização. Mas nem sequer o Latim, que também chegou a ser a segunda língua da civilização, conseguiu manter a sua supremacia. Para assegurar a sua permanência no futuro, a língua tem de ter algo mais do que uma grande literatura: ser dona de uma grande literatura é uma vantagem positiva, mas não efectiva, pois salvará a língua da morte mas não garantirá a sua promoção na vida.
A primeira condição para uma ampla permanência de uma língua no futuro é a sua difusão natural, o que depende do simples factor físico do número de pessoas que a fala naturalmente. A segunda condição é a facilidade com que poderá ser aprendida; se o Grego fosse fácil de aprender, todos nós teríamos, hoje, o Grego como segunda língua. A terceira condição é que a língua terá de ser o mais flexível possível, de modo a poder responder, na íntegra, a todas as formas de expressão possíveis, e de consequentemente ser capaz de espelhar com fidelidade, através da tradução, a expressão de outras línguas e assim dispensar, do ponto de vista literário, a sua aprendizagem.
Ora, falando não só do presente mas também do futuro imediato, na medida em que este possa ser considerado como factor de desenvolvimento das condições embrionárias do nosso tempo, só há três línguas com um futuro popular - o Inglês (que já tem uma larga difusão), o Espanhol e o Português. São línguas faladas na América, e como Europa significa civilização europeia, a Europa tem-se radicado cada vez mais no continente ocidental. Assim línguas como o Francês, o Alemão e o Italiano só poderão ser europeias: não têm poder imperial. Enquanto a Europa foi o mundo, estas dominaram, e triunfaram mesmo sobre as outras três, pois o Inglês era insular e o Espanhol e o Português encontravam-se num dos seus extremos. Mas quando o mundo passou a ser o globo terrestre este cenário alterou-se.
Será portanto numa destas três línguas que o futuro do futuro assentará.
Fernando Pessoa, Pessoa Inédito, orientação, coordenação e prefácio de Teresa Rita Lopes, Lisboa, Livros Horizonte, 1993, p. 237.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
DIA DOS NAMORADOS
Alfred Basha. Daqui.
" O coração, se pudesse pensar, pararia."
Bernardo Soares, 29-3-1930
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego por Bernardo Soares, vol.I (recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha, prefácio e organização de Jacinto do Prado Coelho), Lisboa, Ática, 1982, p. 38.
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Fernando Pessoa
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
PESSOA. TODO ARTE ES UNA FORMA DE LITERATURA
José de Almada Negreiros, Retrato de Fernando Pessoa, 1964.
Imagem daqui.
Exposição patente no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid, até ao dia 7 de maio de 2018.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
DA CONCISÃO XCVI
Fernando Pessoa aos seis anos.
«que a consciencia da propria inimportancia é o acume do conhecimento da vida.»
Fernando Pessoa, Argumentos para Filmes, edição, introdução e tradução de Patricio Ferrari e Claudia J, Fischer, posfácio de Fernando Guerreiro, Lisboa, Ática Prosa, 2011, p. 83.
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
EDIÇÃO DIGITAL DE FERNANDO PESSOA
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
ARQUIVO DIGITAL DO LIVRO DO DESASSOSSEGO
Página inicial do sítio web do Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego.
A apresentação do Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego (LdoD) será feita no dia 11 de janeiro de 2018, pelas 18h00, na Biblioteca Nacional de Portugal.
«O Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego é apresentado na Biblioteca Nacional de Portugal pelos seus principais responsáveis (...).
O Arquivo LdoD contém imagens dos documentos autógrafos, novas transcrições desses documentos e ainda transcrições de quatro edições da obra de Fernando Pessoa. Além da leitura e comparação das transcrições, o sítio web do Arquivo permite que os utilizadores colaborem na criação de edições virtuais do Livro do Desassossego.
Através da integração de ferramentas computacionais num espaço simulatório, o Arquivo LdoD oferece um ambiente textual dinâmico, no qual os utilizadores podem desempenhar diferentes papéis literários. (...)»
Texto e imagem do sítio da Biblioteca Nacional de Portugal.
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Arquivo Digital,
Fernando Pessoa
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS, DE JOSÉ SARAMAGO
Imagem e todas as informações aqui.
O espetáculo "O Ano da Morte de Ricardo Reis" tem lugar no Palácio Nacional de Mafra.
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Literatura,
Teatro
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
DA CONCISÃO XCII
Imagem daqui.
"Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,"
Fernando Pessoa, excerto do poema XLVI de "O Guardador de Rebanhos", in Poemas de Alberto Caeiro, (nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor, Lisboa, Ática, 1993, p. 68.
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
DA CONCISÃO XCI
Imagem daqui.
"Fernando Pessoa admitia várias personalidades durante um só dia, como numa peça teatral constante e sem limites."
Patrícia Fernandes, Aluna do 12º CT4 desta Escola.
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As Palavras dos Alunos,
Escrita criativa,
Fernando Pessoa
terça-feira, 31 de outubro de 2017
MARCENDA
Adamastor, Alto de Santa Catarina, Lisboa.
Imagem daqui.
XVIII
Saudoso já deste verão que vejo,
Lágrimas para as flores dele emprego
Na lembrança invertida
De quando hei-de perdê-las.
Transpostos os portais irreparáveis
De cada ano, me antecipo a sombra
Em que hei-de errar, sem flores,
No abismo rumoroso.
E colho a rosa porque a sorte manda.
Marcenda, guardo-a; murche-se comigo
Antes que com a curva
Diurna da ampla terra.
Ricardo Reis, Poesia, edição de Manuela Parreira da Silva, Lisboa, Assírio & Alvim, 2007, p. 35.
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017
DIAS DO DESASSOSSEGO 2017
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Literatura
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
"PORTUGAL FUTURISTA" E OUTRAS PUBLICAÇÕES DE 1917
Capa do número único de "Portugal Futurista".
«(...) Portugal Futurista não foi, efetivamente, uma revista qualquer. A sua apreensão imediata é bem reveladora do seu conteúdo, tão invulgar quanto o de Orpheu, saída dois anos antes, e que ainda hoje nos faz sorrir. Uma carta datada de 11 de julho de 1917 pretende precisamente reatar a provocação e mostrar como existe uma continuidade entre as duas revistas, ainda que falemos de coisas (e protagonistas) diferentes. Da autoria de Fernando Pessoa, a carta fala da possibilidade de ainda editar um terceiro número de Orpheu, edição que nunca chegou a acontecer na sua vida. (...)»
Do sítio da Biblioteca Nacional de Portugal.
Mostra patente na Biblioteca Nacional, de 26 de setembro a 30 de dezembro de 2017.
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