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Escola Secundária José Saramago - Mafra

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

DA CONCISÃO LXXXIV


All concern demands for, and of, specific places, particularly moving between two places; all are about measuring or marking time, or the lapse of time; and about nature or the normal or the trivial; about coincidence, loneliness or separation, chance, and choice; about impressions you cannot put a word to; and all contain a moment of insight that has transformative power, and some fantastic thing that simply and blankly happens (a trick of the setting sun, a sudden onset of wind through high trees, an encounter); and about transcendence entering the everyday.

Stanley Cavell, "On Eric Rohmer's A Tale of Winter", Cavell on Film, Albany, State University of New York Press, 2005, p. 288.



sexta-feira, 6 de maio de 2016

DO NOME VI

Rafael, Escola de Atenas, Platão (pormenor)(1509-1511).
Imagem daqui.



"(...) Crátilo diz a verdade quando diz que os nomes pertencem às coisas por natureza e que nem todas as pessoas são artífices dos nomes, mas só aquele que fixa os olhos no nome que é, por natureza, o nome de cada coisa e é capaz de impor a sua forma às letras e às sílabas. (...)"

Platão, Crátilo, Lisboa, Instituto Piaget, 2001, p. 53, (390e).


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

DA CONCISÃO LXIX


Imagem daqui.



"Lembra-te que o conjuntivo não tem sentido excepto na forma condicional. Se alguém disser «Eu teria vencido este jogo», perguntaremos: «Se -?»

Ludwig Wittgenstein, Últimos Escritos sobre Filosofia da Psicologia, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, p. 53.



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

DA CONCISÃO LXII


Imagem daqui.



"O mal que se vê é aguilhão para o bem que se deseja."

Agostinho da Silva, "Em louvor do contrário", Considerações (1944), Textos e Ensaios Filosóficos I, apud Agostinho da Silva, Uma Antologia, organização e apresentação de Paulo Borges, Lisboa, Âncora Editores, 2006, p. 100.



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

DA CONCISÃO LIX

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"Se houvesse um verbo com o significado de acreditar falsamente, não teria a primeira pessoa do presente do indicativo. (IF II, x, 6b)"


                                            Ludwig Wittgenstein, Últimos Escritos sobre a Filosofia da Psicologia, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, p. 80.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DA CONCISÃO LV

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"926. Observa a aprendizagem - e o resultado da aprendizagem."


Ludwig Wittgenstein, Últimos Escritos sobre a Filosofia da Psicologia, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, p. 231.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DO NOME I

Da contracapa da obra: Ludwig Wittgenstein, Últimos Escritos sobre a Filosofia da Psicologia.


"70. Vemos algo sob a imagem, sob o conceito de adequação.
        Posso olhar para uma coisa como variação de uma outra. E, num caso extremo, o que vejo como variação poderia não ter nenhuma semelhança com o que vejo como sendo a sua variação. - Dizemos: antes é esta figura uma simples projecção daquela. Então curvam-se um pouco os raios de projecção; mas é ainda para mim uma projecção. Finalmente dobram-se até à irreconhecibilidade, mas vejo ainda uma projecção. (Como muitos vêem ainda um homem velho como novo, que mudou completamente relativamente ao que era antes.)
       
        É talvez estranho trazer para este contexto o caso do nome da pessoa. Mas podemos estabelecer uma conexão. Designadamente esta: vemos, justamente, o nome da pessoa como um retrato."

Ludwig Wittgenstein, Últimos Escritos sobre a Filosofia da Psicologia, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, p. 66.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

A ALMA LUSÍADA

Imagem daqui.



“A primeira grande tónica da nossa psicologia colectiva parece ser o paradoxal. Centra-se em torno do binómio passividade-acção.

Por um lado, somos vistos como pessimistas, contemplativos, falhos de iniciativa e tendentes ao servilismo; por outro, marcámos a História como povo determinado, criativo, aventureiro e idealista. Se o nosso pessimismo e demais sentimentos depressivos são tão reais, não parecem, contudo, ter-nos condicionado como povo, nem impedido de realizarmos o nosso destino concreto. Antes pelo contrário. Quase sempre as grandes tragédias históricas se converteram em símbolos positivos dinamizadores do futuro. Do confinamento físico a que Castela nos sujeitou na Idade Média, nasceu a aventura marítima; do desastre de Alcácer Quibir, nasceu o mito sebástico; das grandes comoções colectivas têm nascido, ao longo dos séculos, as grandes solidariedades nacionais. (...)

Teixeira de Pascoaes via demarcada duas linhas psíquicas na Península Ibérica: a sentimental e a quixotesca: «O lar sentimental da Ibéria - escrevia - é a Lusitânia; como Castela é o seu palco teatral ou quixotesco». Mas as duas linhas, na alma lusíada, não se excluem: complementam-se. Somos, assim, uma espécie de síntese de alma; mas uma síntese que, sendo paradoxal, é, contudo, assimilada numa predominância sentimental. Somos - continua Pascoaes - «lembrança e esperança, carne do Pança e osso do Quixote, fugitivo na Serra do Marão. O imortal cavaleiro, isolado de Castela, de dramático, torna-se elegíaco. E temos a alma dupla da Ibéria, ou uma só com duas faces: a quixotesca e a saudosa».

Outra característica da nossa personalidade lusíada é o pendor aparentemente antifilosófico. O nosso pensar arranca da experiência, do concreto. Somos intuitivos: pensamos sentindo. O nosso conhecimento é conhecimento «de experiência feito», originado, como diria o rei-filósofo D. Duarte, mais do sentir próprio do que de teorizações abstractas: «nom compre leer per outros livros, (...), mes cada huũ (…), consiire seu coraçom no que já per feitos desvairados tem sentido».

É assim que também o genuíno pensamento português, a sua «filosofia» original, deve ser procurado não nas sistematizações mentais, mas, antes, nos seus poetas. «Uma verdade, quando aparece no mundo, - diz Pascoaes – é o poeta a primeira pessoa que visita…»; como que a confirmar aquela sua outra palavra: «Aonde não chega a razão, chega a inspiração». (…)”

Alfredo Antunes, Saudade e Profetismo em Fernando Pessoa – Elementos para uma Antropologia Filosófica, Braga, Publicações da Faculdade de Filosofia, 1983, pp.69-70.


terça-feira, 1 de julho de 2014

FERNANDO PESSOA: ENTRE FILOSOFIA E LITERATURA


Imagem e todas as informações aqui.


Casa Fernando Pessoa, nos dias 11 e 18 de julho, pelas 18h30.