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Escola Secundária José Saramago - Mafra

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ASTRONOMIA, de MÁRIO CLÁUDIO


Imagem daqui.


"Uma das seduções deste livro é a evocação de palavras e expressões que caíram em desuso, como «está choquinha» aplicado a uma grávida, ou a interjeição «bumba», ou ainda esconjuros tão pitorescos como esse que o protagonista do livro ouve a uma criada: «Vade retro, Satanás, para as pedras cagadeiras!". Há nisso um intuito de defesa do património linguístico? Estou também a pensar nos vários momentos em que o protagonista do livro vai procurar definições ao dicionário.

Há, e assumo-o. Se me perguntarem se acredito na literatura como missão, direi redondamente que não, mas nesse plano acho que tenho o dever, como escritor, de tentar preservar todas as teclas da língua portuguesa. Se existem, é para serem usadas, não podem é ser usadas a torto e a direito."

Excerto da entrevista de Luís Miguel Queirós a Mário Cláudio, jornal Público online, 16/ 10/ 2015, a propósito da publicação de Astronomia, o mais recente livro do escritor.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

ORPHEU CONTINUA...


Imagem e informações detalhadas, incluindo programa, aqui.



Numa iniciativa da Cátedra Jorge de Sena da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com o apoio do Instituto Camões , I. P. e da Embaixada de Portugal no Brasil, realizar-se-á, de 13 a 16 de outubro de 2015, o congresso internacional "Há 100 anos Orpheu canta para Cleonice", por ocasião do centenário da revista Orpheu e no ano em que Cleonice Berardinelli, Professora e grande especialista da obra de Fernando Pessoa, festeja os seus 99 anos.


sábado, 25 de abril de 2015

25 DE ABRIL

Placa de homenagem a Salgueiro Maia (1944-1992), no Largo do Carmo. Fotografia de Artur Matos, daqui.


SALGUEIRO MAIA

Ficaste na pureza inicial
do gesto que se liberta e se desprende.
Havia em ti o símbolo e o sinal
havia em ti o herói que não se rende.

Outros jogaram o jogo viciado
para ti nem poder nem sua regra.
Conquistador do sonho inconquistado
Havia em ti o herói que não se integra.

Por isso ficarás como quem vem
dar outro rosto ao rosto da cidade.
Diz-se o teu nome e sais de Santarém
trazendo a espada e a flor da liberdade.

Manuel Alegre


quinta-feira, 24 de abril de 2014

DA MEMÓRIA IV

Charles Rouy, Mãos mnemónicas ou "aide-mémoire" geográfico (1835).
Imagem daqui.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

8 SÉCULOS DE LÍNGUA PORTUGUESA - Comemorações


Imagem daqui.




De 1214 a 2014 - 800 anos de Língua Portuguesa
De 5 de maio de 2014, dia da Língua Portuguesa, a 10 de junho de 2015

"(...) Quando “nasce” uma língua? Como determiná-lo, tratando-se da língua portuguesa? Qual é o documento mais antigo escrito em língua portuguesa?

Embora os historiadores da língua não sejam unânimes, o Testamento de D. Afonso II, datado de 27 de junho de 1214, surge como o primeiro, senão um dos primeiros documentos escritos em português.

Esta data mereceu a nossa atenção, no sentido de promovermos as Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa, designação abrangente passível de englobar quer o Testamento de D. Afonso II quer outros documentos, como a Notícia dos Fiadores, de 1175.

As Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa permitem-nos realçar o valor de um património comum das nossas culturas, a língua. Celebrar a língua nas suas mais diversas vertentes e geografias é o nosso objetivo. Para o efeito, elegemos como referencial para estas Comemorações o Testamento de D. Afonso II que perfaz 800 anos e que avulta entre os mais antigos documentos escritos em português.

As Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa iniciar-se-ão (...) a 5 de maio, por ser o dia que a CPLP instituiu como o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, tendo o seu término a 10 de junho de 2015.

Para promover estas Comemorações, um grupo de cidadãos de boa vontade constituiu, em abril de 2012, a Associação “8 Séculos da Língua Portuguesa” ─ associação cultural sem fins lucrativos, e que é, sobretudo, um motor de sinergias para as mais amplas e dignas Comemorações.

Move-nos a paixão pela nossa língua. Queremos promover a Língua Portuguesa, contribuindo para unir os seus falantes em torno das comemorações da sua existência. Esta é, portanto, uma iniciativa da sociedade civil à qual instituições e personalidades lusófonas têm vindo a aderir ao longo destes últimos meses.

Na filosofia que nos norteia, é fundamental considerar que o que nos une é muito mais importante do que o que nos pode separar. A mesma língua, falada por mais de duzentos milhões de pessoas, abraça realidades muito diferenciadas que a enriquecem.

Estas Comemorações facilitarão um melhor conhecimento das culturas dos países de língua oficial portuguesa e de Macau, o que fortalece a fraternidade e amizade entre os povos. Nesta perspetiva, propomos uma organização das comemorações em rede, com carácter pluricêntrico, no respeito pela cultura de cada país e envolvendo as diásporas. (...)"

 Texto e imagem do blogue http://8seculoslinguaportuguesa.blogspot.pt/


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

DA MEMÓRIA III

Imagem daqui.



“O poeta inglês Samuel Taylor Coleridge acabou por me criar – admito que involuntariamente – um problema que quase chega à dignidade de enigma. Na sua Biographia Literaria, de 1817, cita ele um eventual catálogo de antimnemónicas que Averroes terá publicado algures no século XII. (…) Esta lista inclui «comer fruta verde; contemplar as nuvens ou coisas móveis suspensas no ar; ir numa multidão de camelos; o riso frequente; ouvir piadas e anedotas; (…). O mistério está em que não se encontra tal catálogo nas obras de Averroes e não se explica – a não ser por uma necessidade gracejante ela própria toda antimnemónica – por que teria Coleridge inventado tal enumeração e tal atribuição a Averroes. (…) Coleridge acaba o capítulo VII a enumerar também os fortalecedores da memória: «uma lógica saudável (…); o conhecimento filosófico dos factos, na relação de causa a efeito; um temperamento alegre e comunicativo que nos dispõe a reparar nas semelhanças e nos contrastes entre as coisas (…); uma consciência tranquila; uma condição livre de ansiedades; boa saúde e, acima de tudo (no que diz respeito à recordação passiva), uma digestão saudável; estas são as melhores, são as únicas, artes da memória.»”
Luísa Costa Gomes, “As antimnemónicas”, Notícias Magazine, 21 de setembro de 2003.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

DA MEMÓRIA I


Giulio Camillo, Teatro da Memória (início do séc. XVI)
Imagem daqui.
 
 

“It often happens that a man cannot recall at the moment, but can search for what he wants and find it. This occurs when a man initiates many impulses, until at last he initiates that which the object of his search will follow. For remembering really depends upon the potential existence of the stimulating cause… But he must seize hold of the starting-point. For this reason some use places (τοπων) for the purposes of recollecting. The reason for this is that men pass rapidly from one step to the next; for instance from milk to white, from white to air, from air to damp; after which one recollects autumn, supposing that one is trying to recollect that season.”
Aristóteles, De memoria et reminiscentia, 452ª 8-16, apud Frances A. Yates, The Art of Memory, London, Pimlico, 2012, p.48.