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Escola Secundária José Saramago - Mafra
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019
quinta-feira, 26 de abril de 2018
"REBUS" III
André Breton (1896-1966), Autorretrato (1929).
Le 10 avril 1934, en pleine «occultation» de Vénus par la lune (ce phénomène ne devait se produire qu'une fois dans l'année), je déjeunais dans un petir restaurant situé assez désagréablement près de l'entrée d'un cimetière. Il faut, pour s'y rendre, passer sans enthousiasme devant plusieurs étalages de fleurs. Ce jour-là le spectacle, au mur, d'une horloge vide de son cadran ne me paraissait pas non plus de très bon goût. Mais j'observais, n'ayant rien de mieux à faire, la vie charmante de ce lieu. Le soir le patron, «qui fait la cuisine», regagne son domicile à motocyclette. Des ouvriers semblent faire honneur à la nourriture. Le plongeur, vraiment très beau, d'aspect très intelligent, quitte quelquefois l'office pour discuter, le coude au comptoir, de choses apparemment sérieuses avec les clients. La servante est assez jolie: poétique plutôt. Le 10 avril au matin elle portait, sur un col blanc à pois espacés rouges fort en harmonie avec sa robe noire, une très fine chaîne retenant trois gouttes claires comme de pierre de lune, gouttes rondes sur lesquelles se détachait à la base un croissant de même substance, pareillement serti. J'appréciai, une fois de plus, infiniment, la coïncidence de ce bijou et de cette éclipse. Comme je cherchais à situer cette jeune femme, en la circonstance si bien inspirée, la voix du plongeur, soudain: «Ici, l'Ondine!» et la réponse exquise, enfantine, à peine soupirée, parfaite: «Ah! oui, on le fait ici, l'On dîne!» Est-il plus touchante scène? (...)
André Breton, L'Amour fou, Paris, Gallimard, 2013, pp. 20-21.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
"REBUS" II
Dante Gabriel Rossetti, Helen of Troy (1863).
Imagem daqui.
L'Alphabet Parlant
HISTOIRE DE LA BELLE HÉLÈNE
L, N, N, E, O, P, Y; E, L, N, I, A, E, T, L, V; L, I, A, V, Q; L, I, A, M, E; L, I, A, E, T, M, E, E, A, I; L, I, A, E, T, H, T; L, I, A, V, G, T; L, I, A, R, I, T, E, L, I, E, D, C, D.
TRADUCTION
Hélène est née au pays grec; et Hélène y a été élevée, elle y a vécu; elle y a aimé, elle y a été aimée et haïe; elle y a été achetée; elle y a végété, elle y a hérité et elle y est décédée.
George Nestler Tricoche, Vade Mecum du Professeur de Français, New Jersey, George Nestler Tricoche, 1909, p. 80.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
"REBUS" I
Imagem daqui.
Rebus
(Coisas)
"O enigma figurado consiste em exprimir palavras ou frases por meio de desenhos ou disposições gráficas de letras. Aqueles que usam desenhos, como os hieróglifos, são os mais antigos e constituem uma das primeiras maneiras de exprimir o pensamento. Heródoto (Histórias, IV, 131, 132) conta que os Citas enviaram a Dario um pássaro, um rato e uma rã, acompanhados de cinco flechas. Tratava-se de uma espécie de enigma figurado que significava: «Se não te esconderes sob a terra como o rato, na água como a rã, e se não fugires pelos ares como o pássaro, então não escaparás às flechas dos Citas."» César, sabendo que a lei romana proibia que se gravasse o nome de um magistrado vivo nas moedas, mandou que se cunhasse a imagem de um elefante; em cartaginês, a palavra que designava César e o paquiderme era a mesma.
A palavra rebus, ablativo plural de res, que significa «coisa», serviu para designar os libelos que os estudantes picardos tinham o hábito de lançar na altura do Carnaval. Tais libelos, contendo escandalosas indiscrições, mascaravam-nas sob a forma de enigmas. A sua denominação completa parece ter sido, segundo Ménage: De rebus quæ geruntur ( «coisas que acontecem»). O admirável Tabourot des Accords (1547-1590) reproduz um grande número de rébus (a palavra ganha um acento agudo em francês) picardos nas suas Bigarrures et Touches (1582) (...). Tal livro, um grande clássico para todos aqueles que são apaixonados por jogos de palavras (...), trata de trocadilhos, acrósticos, versos leoninos, contrepèteries, antístrofes e enigmas figurados.
Os enigmas figurados, muito populares no século XVI, foram de uso frequente nos brasões. Chama-se «armas falantes» aos brasões que são concebidos dessa forma. Colbert, por exemplo, fez-se designar por uma cobra (coluber, em latim). Louvois foi representado por um lobo de olhos bem visíveis: «Loup voit» (Lobo vê).
Ménage chama «rébus da Picardia» aos libelos em questão. Todavia, tal designação surge bastante tarde, ao passo que a palavra rébus já é transcrita em 1480. É preciso certamente considerar que se trata da palavra «coisas», rebus em latim, oposta às litteris, «letras»; o conjunto indicaria o acto de escrever por meio de desenhos.
Podemos, portanto, distinguir o enigma figurado propriamente dito (feito de coisas ou desenhos) do enigma composto de letras (mais próximo do caligrama). Um desenho que representa seis girafas aladas, para a primeira categoria, pode servir de epitáfio para um grande pintor, decifrando-se assim: «Six girafes à ailes» (Ci-gît Raphaël) («Seis girafas aladas» (Aqui jaz Rafael)). Toda a gente conhece o famoso leão dourado que serve de insígnia a alguns albergues e é cada vez mais representado sob a sua forma escrita, o que o faz pertencer à segunda categoria: «Au lion d'or» (au lit, on dort) («No leão de ouro» (na cama, dorme-se)). (...)"
Orlando de Rudder, Cogito Ergo Sum - Dicionário Comentado de Expressões Latinas, Lisboa, Edições Texto & Grafia, 2008, pp. 207-209.
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