Capitães da Areia, Jorge Amado
A Lua de Joana, Maria Teresa Maia Gonzalez
Memorial do Convento, José Saramago
Felizmente há Luar!, Luís de Sttau Monteiro
O Homem da Máquina de Escrever, Fernando Campos
O Tempo entre Costuras, Maria Dueñas
Contos, Eça de Queirós
Crónica de Uma Morte Anunciada, Gabriel García Márquez
Desonrada, Sofia Hayat
Crónica dos Bons Malandros, Mário Zambujal
As Rosas de Atacama, Luis Sepúlveda
O Nome da Rosa, Umberto Eco
Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs
Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra
Escola Secundária José Saramago - Mafra
segunda-feira, 8 de julho de 2013
LEITURA DOMICILIÁRIA: OS MAIS REQUISITADOS NA BE
UM FILME PORTUGUÊS
Cartaz daqui.
UM FILME PORTUGUÊS
Um piano
toca
Um candelabro
aceso
Um livro
encontrado
Um corvo
parado
Um cavalo
corre
Uma carta
lacrada
Adília Lopes, Dobra, Poesia Reunida, Lisboa, Assírio & Alvim, 2009, p. 536.
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Poesia
sexta-feira, 5 de julho de 2013
SEM PALAVRAS XV
Músicas do filme Cloud Atlas (2012), de Andy Wachowski, Lana Wachowski e Tom Tykmer
quarta-feira, 3 de julho de 2013
SEM PALAVRAS XIV
Legião Urbana - Medley, pela Orquestra Sinfônica Brasileira
terça-feira, 2 de julho de 2013
FABIENNE VERDIER AO LADO DOS GRANDES MESTRES FLAMENGOS
Fabienne Verdier. Homenagem aos mestres flamengos.
Imagem daqui.
Jan van Eyck, Virgem com o cónego van der Paele, 1434-36, Museu Groeninge, Bruges
Imagem daqui.
A exposição "Fabienne Verdier. Hommage aux maîtres flamands", uma homenagem moderna aos velhos mestres da pintura flamenga dos séculos XV e XVI, está patente no Museu Groeninge, em Bruges, na Bélgica, desde 4 maio até 25 de agosto de 2013.
CULTURA SEFARDITA
Bíblia de Abravanel (Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra)
Imagem daqui.
“Ao contrário
do que ocorre com os demais judeus peninsulares, vivessem eles sob o domínio
muçulmano de Córdova ou dos reis taifas, ou, mais tarde, sob o domínio dos reis
cristãos de Castela ou de Aragão, sabemos muito pouco sobre a cultura e a obra
literária e artística dos judeus que viveram em território nacional. (…)
Sem
conseguir chegar a qualquer conclusão, para além da quase ausência de
comprovativo documental dessa produção, não posso deixar de referir o pouco que
se conhece, apesar da existência de muitos documentos cuja proveniência ou autoria
é desconhecida, e que muitas vezes são atribuídos pelos historiadores aos
judeus “espanhóis”, esquecendo que “sefardita” abrangia toda a Península. Agrava
ainda a situação o facto de a onomástica peninsular ser muito semelhante. Portugal
e Castela tiveram, desde o século XIV, famílias com apelido Alguadix, Caro,
Usque, Sacuto, Cohen, para já não mencionar aquelas cujo nome de família
desconhecemos porque escondido sob a capa de topónimos como Toledano, Sevilhano,
Navarro, de Leão, etc. Desconhecemos os poetas portugueses de credo moisaico,
excepto (…) Vidal, judeu de Elvas, que se imortalizou por duas cantigas de amor
à maneira provençal, em louvor da dama formosa daquele concelho, Samuel de
Leiria, cujo nome é mencionado num documento alcobacense como trovador, ou Juda
Negro, trovador da rainha D. Filipa de Lencastre, talvez o mesmo Juda Yahia,
conhecido em Castela, nos finais do século XIV, inícios do século XV. (…)
Para além
da família Ibn Yahia/ Negro, cuja memória chegou até nós, outros nomes são-nos
conhecidos. Um deles identificava o médico do conde D. Pedro de Meneses,
capitão-mor de Ceuta, José Zarco (…). Outra família importante na corte de Avis
foi a dos Abravanéis. Originários de Sevilha, imigraram para Portugal, nos
finais do século XIV, quando das perseguições às comunidades judaicas da
Andaluzia, em 1391. (…)
É
provável que, numa corte culta como era a de Avis, os judeus que a frequentavam
exteriorizassem interesses que os aproximassem dos cortesãos cristãos. Verificamos
pelas anotações do rei D. Duarte que o rabi-mor Guedelha Negro manifestava
conhecimentos de astronomia e interesse por cálculos astronómicos a partir da
posição da estrela polar. Outros possuíam bibliotecas, como aquela que D. João
II confiscou a Isaac Abravanel e onde provavelmente existiriam (…) obras de
filósofos gregos e de autores latinos, ou obras de cristãos contemporâneos.
Médicos,
dominando na quase totalidade o exercício da medicina no reino, os judeus
portugueses aliavam a arte de curar doenças com a astrologia, o que seria
reconhecido em tom divertido por Gil Vicente na Farsa dos Físicos. Estudavam o Canon de
Avicena e Averróis junto a outro mestre; outros frequentavam a Universidade de
Coimbra, como Abrãao e Guedelha Negro; outros ainda pela sua qualidade foram
físicos e cirurgiões-mores. Foram os primeiros oftalmologistas conhecidos em
Portugal, como mestre Nacim. (…)
Os judeus
portugueses cultivaram a arte da caligrafia e da iluminura, assim como abriram
oficinas tipográficas no reino.(…) Desconhecemos o valor da biblioteca da comunidade
judaica de Lisboa, quando foi confiscada para a coroa com a expulsão e baptismo
forçado dos judeus portugueses. Apenas podemos supor o quanto seria valiosa, se
pensarmos que a biblioteca de Toledo tinha sido trazida para Portugal. Mestre António,
converso, físico do rei D. Manuel, censurá-lo-ia pela destruição de tão valiosa
biblioteca, quando o soberano resolveu doá-la ou vendê-la ao desbarato, sem ter
a noção do valor dos códices que ela continha.”
Maria José Ferro
Tavares, A Herança Judaica em Portugal,
CTT Correios de Portugal, 2004, pp. 132-147.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
SEM PALAVRAS XIII
Pietro Mascagni, Cavalleria Rusticana (Intermezzo)
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