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Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

PROVÉRBIO MEDIEVAL

Imagem daqui.



"Milho não semeia quem passarinhos receia"


Provérbio da Cantiga de Amigo "Hoje quer'eu meu amigo veer", de João Soares Coelho, trovador medieval.
A composição poética poderá ser lida aqui.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ANJAS DO NOSSO MUNDO


Imagem e informações detalhadas aqui.



Lançamento no dia 2 de novembro de 2015, pelas 18h00, no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

DA SAUDADE XVI


Imagem daqui.



"Não se pode deixar de assinalar a importância desse complexo a que se chama «saudade», embora o portuguesismo desta palavra seja um lugar-comum que tem vários séculos. É improvável que se trate de um sentimento exclusivamente português; mas é certo que tem na nossa língua e na nossa literatura uma presença saliente e quase obsessiva.

O sentimento chamado saudade caracteriza-se pela sua duplicidade contraditória: é uma dor da ausência e um comprazimento da presença, pela memória. É um estar em dois tempos e em dois sítios ao mesmo tempo, que também pode ser interpretado como uma recusa a escolher: é um não querer assumir plenamente o presente e o não querer reconhecer o passado como pretérito. Do ponto de vista da atividade, é um acelerador combinado com um travão simultâneo, se é possível usar imagens mecânicas em matéria de tanta subtileza qualitativa. De qualquer forma, é um sentimento complexo, mesclado, doce-amargo, pouco propício à ação, e não deve ter contribuído pouco para que a personalidade portuguesa apareça a observadores estrangeiros como desnorteante e paradoxal.

A saudade está ligada ao apego que se criou aos sítios, aos tempos e às pessoas que ficaram distantes. E é muito característica do amor à portuguesa, que parece comprazer-se na distanciação. O amor é um tema extraordinariamente obsessivo na literatura portuguesa, desde os primeiros cancioneiros, prosseguindo quase sem descontinuidade até aos nossos dias, passando por Bernardim Ribeiro, Camões, Tomás António Gonzaga, Bocage, Garrett, Camilo, cujo Amor de Perdição, segundo Unamuno, é a «novela de paixão amorosa mais intensa e mais profunda que se escreveu na Península». É um dos principais temas da poesia popular. «Poucos países haverá que tenham tanta abundância de poesias amorosas como Portugal» (J. Leite de Vasconcelos, 1881)."

António José Saraiva, A Cultura em Portugal: Teoria e História, vol. I, Lisboa, Gradiva, 1994, pp. 83-84.



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES 2015


   


Leitura expressiva de textos em inglês e português, música, teatro e dança pelos alunos do 10.º AV1 e 11.º LH3.

A BE agradece aos professores Carlos Valentim, Ema da Silva e Maria Jorge Rodrigues o apoio na organização da atividade. 


CANTIGA DE AMIGO - VARIAÇÃO X


Imagem daqui.


Há 200 anos...


Há 200 anos levaste meu amigo
Há 200 anos ele anda desaparecido
Onde anda, eu não sei
Meu Deus, amigo, aqui fiquei

Há 200 anos levaste meu amado
Há 200 anos ele foi levado
Para onde foi, eu não sei
Meu Deus, amigo, aqui fiquei

Há 200 anos ele anda desaparecido
Há 200 anos perdi meu amigo
Onde está, eu não sei
Meu Deus, amigo, aqui fiquei

Há 200 anos ele foi levado
Há 200 anos perdi meu amado
Por onde andou, eu não sei
Meu Deus, amigo, aqui fiquei

Margarida Graça e Rodrigo Gonçalves, Alunos do 10º SE3 desta Escola.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

CANTIGA DE AMIGO - VARIAÇÃO IX


Imagem daqui.



Acorda agora, meu amigo,
Liberta-te do mal perdido.
Vem agora, vem amigo.

Acorda agora, meu amado,
Liberta-te do mal desperdiçado.
Vem agora, vem amigo.

Liberta-te do mal perdido
Que teima acabar contigo.
Vem agora, vem amigo.

Liberta-te do mal desperdiçado,
Volta logo para o meu lado.
Vem agora, vem amigo.

Rúben Tibúrcio e Telmo Pedro, Alunos do 10º CT8 desta Escola.