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Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PASSATEMPO BLOGUE/ VLOGUE


Imagem e informações detalhadas aqui.

OS SETE SÁBIOS


Imagem daqui.



"SÁBIOS (cerca de 600 a. C.) A lista dos famosos sete sábios da Grécia variou por vezes. Platão (Protágoras, 343 a) cita os seguintes nomes: Tales de Mileto, Pítaco de Mitilene, Bías de Priene, Sólon de Atenas, Cleobulo de Lindo, Míson de Cenas, Quílon de Lacedemónia.

A lista mais corrente, porém, é aquela em que figura Periandro de Corinto em vez de Míson.

Anteriormente houve outras listas com dez e até dezassete nomes. Em algumas figurava o mítico cantor Orfeu, o filósofo Pitágoras e o tirano Pisístrato.

Plutarco, no Banquete dos Sete Sábios, dá-nos a seguinte lista: Tales de Mileto, Bías de Priene, Pítaco de Mitilene, Sólon de Atenas, Quílon de Lacedemónia, Anacarsis da Cítia, Cleobulo de Lindo.

Os sábios estão associados a frases ou máximas que os definem. A Tales se atribui o lema do templo de Apolo: «Conhece-te a ti próprio». A Sólon, a máxima: «Nada em excesso». A Cleobulo, a frase: «A medida é o melhor». Periandro passou à posteridade como autor do dito: «A prática é tudo». A Bías pertence o juízo: «As maiorias são más». Quílon teria afirmado: «Fiança, eis a desgraça».

Os sete sábios não foram apenas famosos em toda a Antiguidade (aparecem nas obras de Heródoto, Platão, Aristóteles, Diógenes, Laércio, Estobeu, etc.) mas também em época tardia como no Jogo dos Sete Sábios de Ausónio. Figuram em inscrições murais de Óstia e em narrações latinas medievais. Foram tidos até como profetas de Cristo. Personalizam o desejo de alcançar a sabedoria."

Maria Helena Ureña Prieto, Dicionário de Literatura Grega, Lisboa/ São Paulo, Editorial Verbo, 2001, p. 376.


A ESPIRITUALIDADE CLANDESTINA DE JOSÉ SARAMAGO

Imagem daqui.



"O Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho será entregue ao Professor Manuel Frias Martins, no próximo dia 3 de dezembro, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão."

Esta e outras informações poderão ser consultadas na página da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

8º CICLO DE CINEMA ISRAELITA


Imagem e programa poderão ser vistos aqui.


De 3 a 9 de dezembro, em Lisboa.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

LISBOA 1415 CEUTA


Imagem e mais informações aqui.



DA CONCISÃO LXIII


Hieronymus Bosch (1450-1516), As Tentações de Santo Antão - detalhe (1495-1500).
Imagem daqui.



"A História é uma ficção controlada."

Agustina Bessa-Luís, Adivinhas de Pedro e Inês, Lisboa, Guimarães Ed., 1983, p. 224.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A TÉCNICA, O COLECTIVO E O CONHECIMENTO DO HUMANO


José Régio (Vila do Conde, 1901-1969).
Imagem daqui.



"(...) Algum dia se reconhecerá como, tendo-nos adiantado tanto no exame do que nos cerca, ainda permanecemos acanhadíssimos, hoje, no exame de nós mesmos. Algum dia se compreenderá que a idolatria da Técnica - poderosa deusa recente - se alia ao preconceito do Colectivo - ídolo não menos actual - para embaraçarem neste adiantado meado de século um conhecimento que se me afigura essencial ao bom êxito seja de que reformas: o conhecimento do próprio indivíduo humano. Os avanços que em tal sentido se têm processado como que ficam logo detidos ou suspensos. Injusto seria, porém, lançarmos sobre a idolatria da Técnica ou do Colectivo o exclusivo da responsabilidade em tal nosso atraso. O próprio amor da ciência, que parece deverá ser continuamente progressivo, dir-se-ia impedir muitas vezes os sábios - certos sábios - de se aventurarem em qualquer inquietante região. Dir-se-ia que, para estes, ciência é só o já feito; ou em vias disso, quando muito. O que fora preciso esclarecer tendo às vezes de se começar pelo começo, e partindo com um espírito de aventura não incompatível com a exigência de rigor, - quase só fica, assim, deixado aos truques dos charlatães... ou às visões dos lunáticos; entre os quais os poetas. (...)"

José Régio, "Introdução a uma Obra (Posfácio 1969)" in Poemas de Deus e do Diabo, 13ª edição, Vila Nova de Famalicão, Edições Quasi, 2002, pp. 98-99.