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Escola Secundária José Saramago - Mafra

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

DEIXA-ME SER FELIZ (IX)



Fotografias de Fátima Pinheiro e Laurinda Mafra

No espaço da biblioteca, a jovem escritora Cristiana Vicente Martins contou a sua história de vida. As suas palavras ficarão certamente na memória dos alunos que participaram na sessão de apresentação do livro Deixa-me Ser Feliz

Obrigada, Cristiana!

V PRÉMIO LITERÁRIO ALDÓNIO GOMES 2016 - CATEGORIA: NARRATIVA JUVENIL


Imagem e todas informações aqui.


MAGNA CARTA - SIGNIFICADOS

A imagem e o programa encontram-se aqui.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

DEIXA-ME SER FELIZ (VIII)



Amanhã, dia 4 de dezembro,  pelas 10h15, na BE, Cristiana Vicente Martins apresentará o seu livro Deixa-me Ser Feliz.

Não perca!

 

A ARTE SEGUNDO BERNARDO SOARES


Paul Delaroche (1797-1856), La jeune martyre (1855).
Imagem daqui.



"A arte é um esquivar-se a agir, ou a viver. A arte é a expressão intelectual da emoção, distinta da vida, que é a expressão volitiva da emoção. O que não temos, ou não ousamos, ou não conseguimos, podemos possuí-lo em sonho, e é com esse sonho que fazemos arte. Outras vezes a emoção é a tal ponto forte que, embora reduzida à acção, a acção, a que se reduziu, não a satisfaz; com a emoção que sobra, que ficou inexpressa na vida, se forma a obra de arte. Assim, há dois tipos de artista: o que exprime o que não tem, e o que exprime o que sobrou do que teve."

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Composto por Bernardo Soares, Ajudante de Guarda-Livros na cidade de LIsboa, edição de Richard Zenith, Lisboa, Assírio & Alvim, 9ª edição, 2011, p. 234.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

"BRIC-À-BRAC"


Imagem daqui.



"Quem passe num dia de chuva numa rua principal da província verá, através das vitrines embaciadas, um amontoado de coisas que brilham e que parecem atiradas para ali para estarem arrumadas, e não para serem expostas. São jarras de loiça e canecas com pinturas regionais e frases típicas ou provérbios; são imagens de santos e de padres famosos pela sua beatitude; são dançarinas, ciganas, cupidos e fontes com pombas e grinaldas; são placas com sentenças e conselhos, andorinhas pintadas dum negro fuliginoso; lâmpadas de cabeceira, ferros eléctricos com mudanças de calor e borrifadores, crucifixos, espelhos com motivos Mary Quant, estojos de toda a espécie, tabuleiros, grelhadores, loiça inglesa, almofadas, pratinhos para copos, sábios chineses e potes para chá, tacinhas de cobre, de pó de mármore, de madeiras de buxo. E estanhos, ao gosto medieval, em forma de gomil, de bacia de barbeiro, de pratos que parecem dignos de Carlos Magno, com pedras embutidas. Tudo isso vem de toda a parte, com guias alfandegárias ou de contrabando, coisas destinadas mais ao desejo ocioso, do que à necessidade das diferentes fortunas. Um povo inteiro, muitos povos estão representados nessas coisas. Elas representam, de facto, a felicidade como atitude - e não há talvez outra, nem mais barata nem mais inteligível. (...)"

Agustina Bessa-Luís, Crónica do Cruzado Osb., 1ª edição 1976, Lisboa, Guimarães Ed., 2015, p. 136.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

DA CONCISÃO LXIV


Charles Meynier (1768-1832), Apolo, deus da Luz, Eloquência, Poesia e Arte, com Urânia, musa da Astronomia (1789-1800).
Imagem daqui.



"O pensamento pode ter elevação sem ter elegância, e, na proporção em que não tiver elegância, perderá a acção sobre os outros. A força sem a destreza é uma simples massa."

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Composto por Bernardo Soares, Ajudante de Guarda-Livros na cidade de LIsboa, edição de Richard Zenith, Lisboa, Assírio & Alvim, 9ª edição, 2011, p. 259.