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Escola Secundária José Saramago - Mafra
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sábado, 31 de março de 2018
quarta-feira, 28 de março de 2018
NOS BASTIDORES DA CRIAÇÃO LITERÁRIA
Marguerite Yourcenar, "Carnets de notes de Mémoires d'Hadrien", in Oeuvres Romanesques, Paris, Gallimard, 2003, pp. 528-529.
terça-feira, 27 de março de 2018
POESIA DE LUÍSA CORDEIRO (27)
"Desassossego"
folha ao
vento,
descomandado
pensamento,
Alma
agitada,
descompassado
coração.
Sobre o
rochedo,
olho as
vagas
que teimam
em me levar,
olhar vago,
sem deixar
de as fitar,
o meu
espírito
une-se ao
mar
em
turbilhão.
E neste
desassossego,
meu coração
por ti cego,
todo ele é
saudade,
todo ele é
amor,
amor...
em
turbilhão.
segunda-feira, 26 de março de 2018
77 PALAVRAS CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL
PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ LUÍS PEIXOTO - 2018
sexta-feira, 23 de março de 2018
RÓMULO DE CARVALHO E A ARTE DE EDUCAR
Imagem daqui.
«É a aprendizagem a marca da civilização, e é do despertar das consciências e do transmitir de saberes que depende a vivência da cultura. Com que zelo, com que amor sincero, como confessava seu filho Frederico, Rómulo se encarregava de ensinar (a começar na própria casa), nunca como monólogo, mas como autêntico diálogo. Não se tratava, porém, de descer até ao jovem aprendente, mas sim de o elevar ao conhecimento maduro, com a preocupação da clareza e do gradualismo. Para o mestre, haveria sempre que saber dar os passos necessários para chegar ao conhecimento e à compreensão. "Estimular é saber tirar proveito das coisas, saber encantar, digamos, pôr as coisas em relevo, mesmo as coisas insignificantes".
Para Rómulo de Carvalho (RC), o experimentado docente, "o professor tem de ter qualidades muito humanas e saber expressar-se, manifestar as suas ideias. Os alunos agradam-se disso. Tal como deliram com as experiências". Mas na arte de educar tem de haver uma dramaturgia. É como se estivéssemos num teatro - com encenação, marcação, representação e clímax. O amadorismo ou o improviso não cabiam nos procedimentos de RC. Tudo tinha de estar muito bem preparado. Os alunos são julgadores severíssimos. Apenas se deixam impressionar se tudo for brilhante e irrepreensível. O metodólogo sabia-o, melhor que ninguém, e explicava isso com muito cuidado e rigor aos seus formandos. (...)
Num texto intitulado "Presença de Descartes" afirmava: "A finalidade dos estudos deve consistir em orientar o espírito para a construção de juízos sólidos e verdadeiros sobre todos os objetos que se lhe apresentem". E isto obriga à liberdade criadora - de alguém que foi, em complementaridade perfeita (o próprio diria, no seu sentido autocrítico, quase perfeita), o pedagogo, o praticante da cultura científica, o divulgador e também, com existência própria, o poeta...»
Guilherme d'Oliveira Martins, "Rómulo de Carvalho", in Jornal de Letras, 14 a 27 de março de 2018, p. 28.
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quinta-feira, 22 de março de 2018
DAS TERRAS DO PRESTE JOÃO
No Museu do Oriente, de 28 de junho até 16 de setembro.
«Das Terras do Preste João convida o visitante a conhecer aspectos da rica diversidade cultural da Etiópia, em tempo de celebração dos 500 anos de relações diplomáticas e cooperação técnica entre este país e Portugal. Os três núcleos expositivos organizam-se em torno de peças emblemáticas, convocadoras de histórias que abrem uma fresta iluminadora sobre o passado e o presente da terra onde emergiu a nossa humanidade comum, a terra que foi sede de um dos grandes impérios da Antiguidade, a terra que não se subjugou à vaga colonizadora e que, por isso, encarnou a esperança de uma África livre e independente - uma terra de segredos, mitos e artes que convidarão à viagem.
No primeiro núcleo descobrem-se, em paralelo, a visão europeia sobre a Etiópia centrada na figura cristomimética do Preste João e as histórias que se desenvolveram a partir da lenda fundadora, centrada na relação exogâmica entre a Rainha do Sabá e o Rei Salomão.
A demanda do reino abissínio e as relações que firmaram uma história partilhada dão passagem para o segundo núcleo, em que se foca o elemento religioso da vida do povo etíope através das artes do fogo, da gravura, da pintura, da caligrafia e iluminura.
O terceiro núcleo abre uma janela sobre os modos de vida e a cultura material, com peças de uso quotidiano e fotografias que dão conta de usos e costumes dos povos das terras altas da Etiópia.»
Fotografia e texto do sítio do Museu do Oriente.
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