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Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018
LEFFEST'18 - LISBON & SINTRA FILM FESTIVAL
terça-feira, 23 de outubro de 2018
OLHOS FITOS
Imagem daqui.
OLHOS
É fácil desenhar olhos que divagam
Pelo quadro todo
Mas só até ao instante em que se tornam
Os que vão à proa do barco
Olho do piloto fito
No real
Atento
À rota nunca recta
Sophia de Mello Breyner Andresen, "Olhos", in Obra Poética, Alfragide, Caminho, 2011, p. 826.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
OLHARES CULTURAIS SOBRE O TURISMO
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
DOS DIAS DA SEMANA
Primeira referência escrita conhecida à «Segunda-feira»,
na Igreja de São Vicente, Braga, datada de 618.
"Nas línguas europeias, só o português e o grego moderno recorreram à designação dos dias da semana por um número ordinal, imitando o calendário judaico baseado nos dias da Criação do Mundo.
O facto de esse calendário judaico ter sido transmitido à cultura portuguesa através da acção persistente da liturgia cristã, dirigida a partir de Roma, explicará a existência de algumas diferenças, entre elas a pronúncia do nome Sábado (o Chabat judaico) e a substituição da designação «primeiro dia» (o yôme arichône judaico) por Domingo. Na Hispania do séc. VI, a grande influência e implantação do calendário da liturgia romana, consta ter sido uma consequência da forte acção evangelizadora de São Martinho de Dume, arcebispo de Braga (?-10.3.579), isto é, em pleno território do actual domínio cultural lusitano.
Para além dessas alterações, os nomes portugueses para os outros dias da semana não deixam de ser a apropriação do calendário eclesiástico (da Igreja de Roma que já o tinha decalcado sobre o calendário hebraico): na liturgia católica latina temos secunda feria, tertia feria, quarta feria, quinta feria, sexta feria e sabbatum, o que foi pelos portugueses adaptado para «Segunda-feira», «Terça-feira», «Quarta-feira», «Quinta-feira», «Sexta-feira» e «Sábado».
A única coisa que normalmente se ignora, é que a palavra «feira» (evolução do latim feria) significa «festividade» ou «comemoração» e, assim, corresponde a uma adaptação do significado do vocábulo «dia» (em hebraico yom) usado no calendário judaico para exactamente indicar a «comemoração» dos dias da Criação, sendo o «Sábado» o sétimo e último dia (Chabat deriva de chêvá, o numeral sete). Desta verificação se deduz a nossa crítica e oposição bem fundamentada à regra do «novo acordo ortográfico» quando defende a utilização de minúsculas para os dias da semana (...).
O termo português «Domingo» (formado a partir de Dominica dies) substituiu a designação judaica para a festa do primeiro dia da Criação, considerando a Igreja que o «dia primeiro» (em hebraico yôme arichône - dia primeiro) passaria a ser designado por Dominica Dies, o «dia do Senhor», e não a «*Feira Primeira», sintagma não aceitável pela norma portuguesa.
Para os que conhecem os outros calendários das línguas da Europa Ocidental, devem reparar que os dias da semana se designam nas línguas românicas pelos nomes dos astros e dos deuses mais importantes, excepto no caso dos «Sábados» e «Domingos»: o francês diz «Samedi» e «Dimanche», o espanhol escolhe «Sábado» e «Domingo», o italiano «Sabato» e «Domenica». Para os restantes dias da semana, à «Segunda-feira» chamam o «Dia da Lua»: castelhano, lunes, ... francês, lundi..., o italiano, lunedì.
E assim se pode documentar em relação aos restantes dias da semana. (...)"
Pedro da Silva Germano, Nova Visão sobre Hebraísmos na Língua Portuguesa, Lisboa, Chiado Editora, pp. 102-103.
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Autores Portugueses,
Língua Portuguesa
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
TRÊS MODOS DE ACONTECIMENTO: TEATRAL, JUDICIAL E CIRÚRGICO
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
VI MOSTRA DE CINEMA DOMINICANO
terça-feira, 16 de outubro de 2018
RAJADAS DE FLORES
Eugène Delacroix, Bouquet de Fleurs.
Imagem daqui.
BALAS NO DICIONÁRIO
As nossas palavras são armas. Umas disparam balas, capazes de ferir muitos sentimentos. Outras são pacíficas, atiram flores, tendo um impacto de bondade. Outras falham o tiro, não conseguindo acertar no alvo.
Por vezes, saem-nos tiros disparados, impulsivos, que atingem no coração a pessoa que os recebeu. O problema? A ferida que originam é totalmente invisível. Por vezes, nem nós sabemos bem o que dissemos. Estas palavras são o pior tipo de palavras. Aquelas que, juntas, conseguem matar. Há quem as diga com o intuito de magoar, há quem as diga por ter perdido o controlo da arma. Mas, quando as dizemos, não as podemos retirar, elas foram ditas, ouvidas, assimiladas. Há, por exemplo, quem não goste de pessoas diferentes de si. Por vezes, ouvimos alguém dizer "tu és horrível", pela simples razão de que a pessoa tem um tom de pele diferente ou uns olhos mais rasgados. Outras vezes, ouvimos quem chame "burro" a quem não tem uma licenciatura. (...) Estas armas não deveriam ser disparadas. Salvo raras exceções, se o que estamos prestes a dizer vai magoar alguém, não deve ser dito. Principalmente sendo apenas opiniões - não factos. Cedo aprendi que alguém achar algo de ti não o faz de todo verdade.
Há, porém, outro tipo de palavras. Essas armas, uma vez premido o gatilho, disparam flores. Rosas, margaridas, cravos, violetas. Muitas vezes, simples palavras provocam grandes sorrisos. Estas deviam ser utilizadas muitas mais vezes. Acho maravilhoso termos esse poder nas mãos, o poder de melhorar o dia do outro. Defendo que o que consideramos ser bom numa pessoa deve ser dito, ouvido. Basta dizermos simples palavras como "gosto muito da forma como te vestes" ou "tu és uma pessoa incrível". Desde que sejam palavras sinceras, devem ser ditas sem restrição. Infelizmente, usamo-las pouco. O melhor destas flores que disparamos é que florescem e originam mais. Facilmente, através de um simples elogio, criamos uma onda de boas energias e sentimentos. Por exemplo, quando confessamos a um amigo que o adoramos - certamente que o dia dele melhorará, e o nosso também.
Concluindo, as palavras são das coisas mais importantes do mundo, só temos de ter a certeza de que as utilizamos bem, mesmo sem manual de instruções.
Francisca Fonte, Aluna do 12ºLH4 desta Escola.
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