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Escola Secundária José Saramago - Mafra
Escola Secundária José Saramago - Mafra
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
COM CADA FALA ESQUECIDA
Com cada fala esquecida
Lembro-me de duas novas
Com cada lágrima corrida
Só me dás mais provas
Do quanto tu
Em tão pouco tempo
Me deixaste enlouquecida
Obrigando-me a negar o que acreditei
Toda a minha vida.
Desiludida com aquilo que sentia
Com todas as palavras que ouvia
De um sarcasmo colossal
Deixei de acreditar no sentimento
Que agora declaro com orgulho
Que me dominou por dentro
Só por culpa tua.
Na pequena loucura que cometi
Quebrando toda a rotina
Deixei meu coração aberto para ti
Pode parecer mentira
Sabendo que não sou a dona da verdade
Mas a minha declaração, feita com sinceridade,
É dirigida ao mundo, mas em especial a ti,
Por quem muitas vezes já menti.
E desperdicei a palavra amor.
É desta vez que eu sei ao certo
Que estarei contigo uma eternidade
Se for preciso
E só se essa for a tua vontade.
Poema da autoria de Corina Guzun, Aluna do 10º F, desta Escola.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FAURE DA ROSA
Nascido em Nova Goa (Índia), em 1912, José de Azevedo
Faure da Rosa, iniciou a sua vida profissional como empregado de escritório e
contabilista, em Lisboa. Fuga, o seu primeiro romance (1945) e Espelho
da Vida (1955), refletem essa experiência. Combinando nos seus romances a
crítica social e a análise psicológica, foi também tradutor e colaborador de
jornais e revistas, como: O Diabo, Seara Nova, Jornal
Ilustrado, Colóquio/Letras e Vértice.
No próximo sábado, 16 de fevereiro, pelas 16h00, no Auditório do Museu do Neo-Realismo, Maria Alzira Seixo, fala-nos do percurso de Faure da Rosa, da sua obra e significado na corrente do neorrealismo.
Catedrática da Faculdade de Letras, Maria Alzira Seixo é detentora de uma vasta obra ensaística, reconhecida, alás, em 2011, pela Universidade de Évora, que lhe atribuiu o Prémio Vergílio Ferreira, que visa distinguir o conjunto da obra de escritores portugueses relevantes no âmbito da narrativa e do ensaio.
Fonte: Museu do Neo-Realismo
DO LIVRO, DO AMOR
quem acha que não gosta
é porque ainda não
encontrou o parceiro certo."
Ana Maria Machado, Presidente da Academia Brasileira de Letras
Francisco Cunha Rêgo, "Ana Maria Machado - Sempre as Palavras", in JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, Ano XXXII, Número 1104, de 23/01 a 5/02 de 2013, pp.14-15.
Etiquetas:
Autores de Língua Portuguesa,
Dia dos Namorados
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
HITCHCOCK
Alfred Hitchcock (1899-1980)
Estreou ontem o filme Hitchcock, de Sacha Gervasi, baseado no livro Alfred Hitchcock and the Making of Psycho, de Stephen Rebello. Anthony Hopkins representa o papel do grande mestre inglês dos filmes de suspense.
AMOR QUE É AMOR
Amor que não é Amor é breve,
Amor que é Amor aquece
As mais frias noites de inverno.
Mas Amor que é Amor é raro,
Amor que é Amor não se compra,
Amor que é Amor não é caro,
Mas rica é a pessoa que o encontra.
E Amor que é Amor
Não se acha que se sente,
Sente-se o ardor
E o coração não mente.
E o coração não mente.
Poema da autoria de Eduardo Simões, Aluno do 10º G, desta Escola.
CARNAVAL 2013
À semelhança de anos anteriores, as Assistentes Operacionais da BE vestiram-se a rigor para festejar o Carnaval. Desta vez os trajes foram inspirados nos livros e nas regras de utilização da Biblioteca.
Ontem, pelas 18 horas, os alunos do Curso Profissional de Apoio à Infância, acompanhados pela professora Ema da Silva, surpreenderam os utilizadores da BE com a apresentação de uma coreografia alusiva à quadra carnavalesca.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
JOSÉ BENTO II
Edgar Degas, Café Concert (1877)
“O
MUNDO, UM PALCO
All the world’s a stage
Shakespeare, As you like it
Para Eunice Muñoz
Que aberto este recinto
e magnífico!
Sobre umas tábuas o mundo no seu jogo:
movo-me, respiro, crio gestos,
saboreio o sal da fala, meus ouvidos
comunicam-me vida – a que entreteço
e a rajada que desponta de outros
em túmido rumor, pulso que aperto.
Sei que o exterior existe,
espaço hostil
sufocante de máscaras: olhos, mãos,
palavras de metal que cegamente
encenam uma ficção cruel:
sua baça repetição, o pérfido
quotidiano, num papel que se oficia
entre um acordar aceite sem escolha
e a treva que fascina e apavora.
Nenhum cerco pode
ser-me imposto aqui:
parto em busca de todos, mesmo desses
que não conheço: por eles afoito
meu intenso trânsito num corpo
alheio sempre, obscuro, a desvelar-nos
a profundeza comum que nos liberta.
Tantos seres fui, sou:
em todos eles
me dispo da vacilante identidade
que em mim suspeito e aniquilo;
terei de reconhecer que minha morte
inteira lhes pertence e sobre a fronte
só reflicto sua fragrância de grinalda.
Na falésia deste palco,
onde o mistério
nunca é mentira mas voz a desvendar,
pressagio o naufrágio
que num espelho há-de trazer
o rosto único meu, que jamais vi.
Se eu nunca o
descobrir, quem de entre vós
ousa moldá-lo no que de si lhe revelei
e entregar-mo, já sem nenhum nome?,
- perfil de estrelas
que oferenda em seu contorno
a música pela qual a
terra ascende."
José Bento, Silabário, Lisboa, Relógio D’Água, 1992,
pp. 39-41.
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