Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs

Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

GHARB AL-ANDALUZ

Imagem daqui.
 

“A norte do Magrebe, atravessado o mar, situa-se o país chamado Al-Andaluz, ou Djazîrat al-Andaluz, nome que, na linguística árabe, substituía as toponímias fenícia de Span, hebraica de Sefarade, latina de Hispania ou de Spania. Nesta palavra compreende-se a Península Hispânica na sua integridade territorial e populacional. Os povos de Spania eram, pois, os povos andaluzes, ahl-al-Andaluz, termo que em breve se tornou predominante na geografia árabe.
O Andaluz, Alandaluz, é um país de forma triangular com três vértices: Cádis, Barcelona e Galiza, com o comprimento de 1100 milhas (desde a igreja do Corvo, no Cabo de São Vicente, ao Templo de Vénus, em Port Vendres) e a largura de 600 milhas, constituindo-se como a excelente «região do equilíbrio», não obstante o seu nome provir de al-Andalish, a Vandalícia, e um que outro geógrafo não hesita em chamar pelo nome de Ishbâniya, a corruptela árabe de Hispânia. Dentro do Andaluz há dois: o oriental, cujas águas fluem para o mar Azul, e o ocidental, que verte para o mar Verde. O primeiro é o Andaluz propriamente dito, o segundo é o Al-Gharb, o Gharb al-Andaluz, o ocidente do Andaluz, o Algarve. Neste corpo hispânico, duas regiões oferecem perfil singular: Castela, o centro geográfico, e a Galiza, a Jaliquia, terra dos descendentes de Jafé, o filho mais novo de Noé. Esta região segue-se ao Algarve, na direcção do norte, para além de Braga, quase tocando o mar dos Ingleses.
O Algarve é o ocidente andaluz por excelência. (…) A geografia árabe sobre o Algarve apresenta sucessivo enriquecimento. No século X, segundo a descrição do mouro Razís, ou Arrazí, eram termos maiores algarvios o de Beja, o de Santarém, em plena Balata, o de Lisboa, o de Ossónoba (Faro), o de Coimbra, e o da Exitania (Egitânia). Coimbra e Egitânia consideravam-se como os limites norte do domínio islâmico, já  que, para cima de Coimbra, no século XI, os reinos cristãos obteriam sucesso e poder. (…)
O esquema topográfico demonstra que o nome de Portugal é tardio, uma vez que a palavra só se formou durante o tempo da Reconquista, a meio do século XII. Portugal, Bortugâl, começava acima de Santarém, prolongando-se até ao rio Minho, tendo Coimbra como cidade maior. Como a língua árabe não possui a letra p, o som é substituído por b, o que dá ao nome nacional uma equivalência a laranja, país das laranjas. A díade Portugal a norte e Algarve a sul foi aceite pelos árabes e pelos conquistadores cristãos que, por isso, mantiveram, nos seus títulos, a coalisão: Rei de Portugal e dos Algarves, porque, além do Andaluz, havia o Algarve magrébico ou africano.
Os árabes e os povos que vieram na sua frente – incluindo os egípcios – sempre viveram em desertos; por isso ansiavam pelo oásis, a terra dos verdes e das águas, nadahah, água e favor do céu. Em todo o caso, ainda que Ocidente se entenda por Fim, o termo da cavalgada não era, nem o Andaluz, nem o Algarve, era a Terra Grande. Todavia, os predicados de oásis do Andaluz funcionaram como elementos enfraquecedores. Oásis e Paraíso são duas palavras que surgem no contexto da Guerra Santa, já na literatura bélica, já nos apologistas e geógrafos. (…) No Andaluz, capital do Magreb Alacsa, ou Ocidental, a vegetação, a brisa, o sol, os frutos, as águas, tudo é bom. As pessoas talentosas do Islão nascem no Andaluz, onde se elevam o sol e a lua da ciência, terra de génios. «Nenhum clima goza de temperatura mais igual, de um ar mais puro, de melhores águas, de plantas mais olorosas, de rocios mais abundantes, de manhãs mais gratas, de noites mais doces» [Al Marrakushi, Histoire des Almohades]. (…) Comparadas com o Andaluz, Bagdade e Damasco eram o deserto. (…)”
Pinharanda Gomes, História da Filosofia Portuguesa, 3- A Filosofia Arábigo-Portuguesa, Lisboa, Guimarães Editores, 1991, pp.39-41.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CAMILO CASTELO BRANCO, POR NAIR BAPTISTA


Nair Baptista, 11.º O
 

DA CONCISÃO XIII

M.C. Escher, Dia e Noite
Imagem daqui.


"Quando um escritor escreve um livro não quer que a história dê para contar,
quer que dê para pensar."


José Cardoso Pires, citado por Maria Lúcia Lepecki, in Uma Questão de Ouvido -
Ensaios de Retórica e de Interpretação Literária, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2003, p.151.
 
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ARTE NA BIBLIOTECA (12)

  








Trabalhos dos alunos da disciplina de Desenho A do 12º F

Tendo como objectivo a divulgação dos trabalhos dos alunos e a animação da biblioteca promovendo o interesse pela mesma, esta exposição, organizada pelos alunos, mostra alguns trabalhos de exercícios de pintura figurativa a óleo, explorando técnicas de empastamento e transparência.
Apresentam também exercícios experimentais com técnicas mistas que passam pela Frottage, Grattage, Decalcomania, Pintura Matérica, Gestualismo, Dripping e Escorrido.

 Texto e fotografias do Professor Carlos Marques

CHINA: VIAJAR NO TEMPO E NO ESPAÇO

Imagem daqui.
 
De 21 a 23 de fevereiro, terá lugar, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, o VIII Fórum Internacional de Sinologia.
 
A Poética da Viagem, a Retórica da Viagem e a Estética da Viagem serão alguns dos temas apresentados e debatidos.
 
Está ainda programado um ciclo de cinema de filmes chineses, no M|i|Mo - Museu de Imagem em Movimento de Leiria.

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ESTENDAL DE FRASES DE AMOR


Fotografias do Professor Martinho Rangel
No Dia de S.Valentim, as frases escritas pelos utilizadores da BE foram expostas num estendal. Em breve, serão divulgadas as mais originais.

DIA DOS NAMORADOS III

Cartas de Amor de Fernando Pessoa


Cartas de Amor de Simão e Teresa

Cartas e Poemas de Amor (António Lobo Antunes, Sóror Mariana Alcoforado, Florbela Espanca, Camões e Fernando Pessoa)

Fotografias do Professor Martinho Rangel

Trabalhos realizados pelos alunos do 11.º O, sob a orientação da Professora Fátima Oliveira, no âmbito da disciplina de Literatura Portuguesa.
Exposição patente na Biblioteca.

EDUARDO GAGEIRO - RAPAZ DE SACAVÉM, FOTÓGRAFO DO MUNDO

Imagem daqui.
 
Foi inaugurada no passado sábado, 16 de fevereiro, dia do aniversário de Eduardo Gageiro, uma exposição de fotografia do artista. A mostra é organizada a partir de seis núcleos temáticos:
1. O rapaz de Sacavém
2. O fotojornalista
3. O fotógrafo do Mundo
4. O fotógrafo institucional
5. Os trabalhos emblemáticos
6. Obra editada
Para desfrutar de 2ª a sábado
 das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
no Museu da Cerâmica de Sacavém
até 15 de fevereiro de 2014