Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs

Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

segunda-feira, 20 de maio de 2013

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

 
Imagem daqui.

 

JURA DE AMOR

Debussy, Clair de Lune (piano)

Amo-te daqui à lua
E por te amar assim o fiz
Saí hoje para a rua
E gritei que estou feliz

E se o mundo acabar
Não te esqueças que te amo
Como te disse ao luar
No último dia do ano

Bruna Henriques, Marina Moura e Mónica Dias, Alunas  do 10º N, desta Escola
 
 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A REPÚBLICA DI MININUS

Imagem daqui.
 
 
O mais recente filme do realizador guineense Flora Gomes, A República di Mininus, já está em exibição nas salas portuguesas. O filme, rodado em Moçambique, e com a participação do ator Danny Glover, conta a história de um país abandonado pelos adultos e entregue apenas às crianças. São elas que o irão governar, tornando-o próspero e estável.


NOITE DA LITERATURA EUROPEIA

Imagem daqui.
 
A iniciativa Noite da Literatura Europeia chega pela primeira vez a Lisboa no dia 24 de maio, decorrendo entre as 18h30 e as 22h30, em diversos espaços da cidade.
 
Para mais informações, clique aqui.

POESIA DE ADRIANO ALCÂNTARA (IV)

Fotografia do Professor Adriano Alcântara

SOZINHO

Sentado na cadeira de sempre
ouço música, sozinho
Lá onde não sei está toda a gente
a conversar no repente
dos dias e seu lento
crespúsculo
Por cá me fico, agarrado à folha
e seu nada
Agito a espada do silêncio
e num grito sem jeito
me sublevo imune
às contrariedades da cadeira
Não fico é desta maneira
sentado

quinta-feira, 16 de maio de 2013

50 ANOS DE AVENTURAS DE JOÃO SEM MEDO

(...) Os habitantes dessa cidade, como já sabem, andavam de pernas para o ar, usavam gravatas na cintura, cintos no pescoço, galochas nas mãos e luvas nos pés. Os prédios em que moravam não dispunham de portas nem de janelas. Entrava-se e saía-se dos andares, através dos telhados, por intermédio de elevadores montados nas paredes exteriores das fachadas. Outra particularidade a distinguia das demais cidades: apresentava diariamente um aspecto panorâmico novo, porque não possuía ruas fixas. Na verdade a Lei obrigava os donos dos prédios a mudarem-nos todos os dias de orientação e de rua, segundo um plano de barafunda paranóica estabelecido por poetas surrealistas reformados. Para esse fim, e obedecendo a métodos de construção especiais, edificavam-nos sobre largas plataformas metálicas com rodas, para se deslocarem com mais facilidade. Mercê deste processo ideal, a confusão da Cidade atingia requintes impossíveis de ultrapassar porque os habitantes ignoravam onde moravam.
Em resumo: ninguém sabia a quantas andava. Os relógios não marcavam as horas, os minutos e os segundos, mas os séculos. Os governantes, os professores e o escol intelectual, cuidadosamente escolhidos entre as pessoas mais insignificantes da Cidade, pugnavam com denodo pela mumificação do Disparate de pernas para o ar. E ai daquele que não pronunciasse pelo menos dez asneiras por minuto. Ou não sujasse as grandes descobertas e empresas humanas (como a energia atómica ou os satélites, por exemplo) com teorias imbecis de amesquinhamento reles. Considerados moralmente mortos, os colegas tratavam logo de excluí-los sem reluntância nem remorsos, das respectivas Academias e Universidades.
Esta estupidez, preceituada como mais uma das mais galhardas manifestações da alma da Raça, cultivava-se desde a infância com esmeros maternais. As Escolas, onde os mestres se seleccionavam não pela ciência demonstrada mas pela maneira de trajar e fazer o nó da gravata, incumbiam-se de torcer os meninos até à incapacidade perfeita. Ensinavam-lhes de propósito coisas sem significação, palavras vazias, matéria inoperantes, ideias cadavéricas, sempre com mais de duzentos anos, pelo menos, e que, conservadas em álcool, graças ao seu desuso em cabeças vivas serviam para simulações de sistemas geniais recentes.
Também se chamavam ursos aos raros estudiosos. (...)
No meio desta trapalhada, em que tudo parecia desengonçar-se e fazer o pino, o pobre João Sem Medo esforçava-se por se manter imune ao contágio, repugnando-lhe aderir à lógica absurda de certos hábitos e cerimónias.

FERREIRA, José Gomes - A Cidade da Confusão. In Aventuras de João Sem Medo. Lisboa: Diabril Editora. 1975. 4.ª ed. Cap. VII, p.95-97.

O livro encontra-se disponível para requisição na Biblioteca da ESJS.

Para saber mais sobre a obra:
 

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA (15)



EXPOSIÇÃO DE MÓBILES NA BIBLIOTECA

Trabalhos das alunas da disciplina do Curso Profissional de Técnico de apoio à Infância do 12º Q3.

Tendo como objectivo a divulgação dos trabalhos dos alunos e a animação da biblioteca promovendo o interesse pela mesma, esta exposição, apresenta o trabalho desenvolvido no Módulo 11- Práticas de Representação Aplicada II, na disciplina de Expressão Plástica.
A seleção e utilização das técnicas e materiais nas áreas do desenho, pintura e estampagem, colagem, modelagem e outras, foram opções individuais apresentadas na definição do projeto de um móbile, cuja temática foi também definida por cada aluna. Assim a variedade de móbiles que povoam uma grande parte do teto da biblioteca remetem-nos para universos que vão dos oceanos às estações do ano ou aos meios de transporte num colorido vibrante em constante mutação que não deixará indiferentes aqueles que nos visitarem.
Texto  e fotografias do Professor Carlos Marques

A JUDAICA

Imagem e todas as informações complementares, incluindo o programa, encontram-se no endereço www.judaicacinema.org
 
 
A cidade de Lisboa acolhe este ano a 1ª Mostra de Cinema e Cultura Judaica, de 22 a 25 de maio, no cinema São Jorge. De entre os filmes exibidos destacam-se Zayton (2012), de Eran Riklis, O Quinto Céu (2011), de Dina Riklis, A Mala de Hana (2009), de Larry Weinstein, e o documentário biográfico Nunca te esqueças de mentir (2012), de Marian Marzynski, sobrevivente do Holocausto. O filme Hannah Arendt (2013), de Margarethe Von Trotta, será apresentado na sessão de encerramento.