Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs

Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ECOLALIA INTERIOR

Imagem daqui.



O português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja. Somos um grande povo de heróis adiados. Partimos a cara a todos os ausentes, conquistamos de graça todas as mulheres sonhadas, e acordamos alegres, de manhã tarde, com a recordação colorida dos grandes feitos por cumprir. Cada um de nós tem um Quinto Império no bairro, e um auto-D.Sebastião em série fotográfica do Grandela. No meio disto (tudo), a República não acaba.
Somos hoje um pingo de tinta seca da mão que escreveu Império da esquerda à direita da geografia. É difícil distinguir se o nosso passado é que é o nosso futuro, ou se o nosso futuro é que é o nosso passado. Cantamos o fado a sério no intervalo indefinido. O lirismo, diz-se, é a qualidade máxima da raça. Cada vez cantamos mais um fado.
O Atlântico continua no seu lugar, até simbolicamente. E há sempre Império desde que haja Imperador.
                                                                                                                                                                                                         s.d.
Fernando Pessoa, 
Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional, recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão, introdução organizada por Joel Serrão. Lisboa, Ática, 1979.




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CARTAZ MIBE



Cartaz da autoria de Pedro Freire e Rúben Damião, alunos do Curso Profissional de Multimédia, estagiários na Biblioteca da Escola Secundária José Saramago - Mafra.
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

SEM PALAVRAS XXXVII

Johannes Brahms, Concerto nº2 para piano, Sergiu Celibidache (maestro), Daniel Barenboim (piano)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

MÊS INTERNACIONAL DA BIBLIOTECA ESCOLAR 2014 (I)



Encontro de leitura com acompanhamento musical pelos alunos do 11.º LH3, sob a orientação da professora Ema da Silva.

LIVRO DE COZINHA DA INFANTA D. MARIA - II



"Cumpre, antes de mais nada, salientar que este manuscrito - embora verse assuntos prevalentemente culinários e de doçaria, distribuídos mais ou menos racionalmente em quatro secções, ou cadernos (o que lhe empresta aquela aparência vagamente sistemática que levou alguém a dar-lhe o título, algo austero, de «tratado» de cozinha) - encerra também, nas primeiras e nas últimas páginas, uma ou outra receita que nada tem com mistérios pantagruélicos. Com efeito, pode ter sido uma daquelas enciclopédias caseiras da vida prática, de consulta fácil e de utilidade óbvia (...).

*****

Receita para esquinência

Tomarão canela, que seja muito boa, e noz moscada,
de cada cousa destas meia onça; e de gengi-
bre, uma quarta de onça; de alva-de-cães, que
seja muito alva e seca, uma oitava de onça;
e quatro ou cinco cravos-girofles; uma onça
de açúcar refinado: tudo há-de ser muito moído
e peneirado, e muito misturado um com o outro;
e ao que tiver a esquinência tomarão quantos
pós destes possam tomar com três dedos,
e deitar-lho-ão no gorgomilo quão abai-
xo puderem, e após eles um bocado de água
fria. E desta maneira lhos darão três
vezes, uma após outra, e deitar-lhos-ão
três ou quatro dias a fio, se nos primeiros
três dias não ficar livre."



Livro de Cozinha da Infanta D. Maria, Prólogo, Leitura, Notas aos textos, Glossário e Índices de Giacinto Manuppella, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1986, pp. XVI, 147 e 162.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

UM FINGIMENTO DIFERENTE


Imagem daqui.



O poeta que em grã dor não teve parte
chora fingindo, e toca-nos tão fundo!
Quem sofre de verdade não tem arte
para a tristeza revelar ao mundo.

Poesia de 26 Séculos – De Arquíloco a Nietzsche, antologia, tradução, prefácio e notas de Jorge de Sena“Cinquenta poemas sânscritos, Índia Clássica, séc.IV-séc.X”, Porto, ASA Editores II, S.A., 2001, p.55.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

GRADUAL FRANCISCANO ILUMINADO DO SÉC.XVI

Imagem e todas as informações no sítio da Biblioteca Nacional.


Cerimónia de doação da obra, atualmente em posse de Susan Weil, no dia 14 de outubro, na Biblioteca Nacional, pelas 18h30. A entrada é livre.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O MEU LIVRO E O MEU FILME PREFERIDO


O Clube dos Poetas Mortos (1989), filme de Peter Weir - Carpe Diem


O meu livro de eleição é a biografia do meu ídolo, intitulada a partir do seu nome. “Steve Jobs”, por Walter Isaacson. O livro fala de um rapaz que veio do nada, foi adotado por um casal que não tinha os estudos completos (longe disso), mas, apesar de tudo, tornou-se numa das pessoas mais bem sucedidas de sempre, tendo fundado a que atualmente é a maior empresa do mundo (Apple Inc.). No meio, vê-se tudo o que ele passou e todas as adversidades que enfrentou, incluindo o facto de ter sido despedido da empresa que criou. Fundou uma outra empresa, a NeXT; alguns anos depois, a Apple, quase à beira da da falência, comprou a NeXT. Steve Jobs voltou à Apple e tornou-a na maior empresa do mundo. É um livro fantástico que recomendo a qualquer pessoa.


O meu filme favorito é O Clube Dos Poetas Mortos, com Robin Williams, o meu ator preferido, como personagem principal. Neste filme, Williams incorpora John Keating, um professor de inglês pouco ortodoxo, mas que muita gente desejaria ter. Keating, através dos seus métodos de ensino apaixonantes, incentiva os alunos de forma indireta a aproveitar todos os minutos do dia, porque um dia, inevitavelmente, vão parar de respirar, ficarão frios e quedarão mortos. Entretanto são dadas muitas reviravoltas ao longo da história, que não vou contar para não estragar a surpresa do filme, apenas digo que alguns dos alunos são do mais leal possível e que o filme é, de facto, uma obra extraordinária.

Frederico Saeed, 12º CT6