Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs

Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

À MANEIRA DE BOCAGE



Gustave Moreau, A Quimera (1876).
Imagem daqui.




Almas, vidas, pensamentos.

GLOSA

Amores, sabores, alimentos,
Faisões, aviões, avionetas,
Estrelas, planetas, cometas,
Tristes, ocos e cinzentos,
Velhos, amorfos, bolorentos,
Alegrias, silêncios, gritos,
Festas, concertos, eventos,
Sonhos, fantasias, quimeras,
Círculos, cilindros, esferas,
Almas, vidas, pensamentos!

                                             Rita Teresa Oliveira, Aluna do 11º CT3 desta Escola.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

DIA DE REIS


Giotto di Bondone, A Adoração dos Magos (1303-1305).
Imagem daqui.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

POESIA DE LUÍSA CORDEIRO (8)



"Meio Fado"   

Ontem saí
e fui à tua procura
na ruela mais escura
de um mouro lugar
de Alfama
Naquela hora, 
então que eu redescobri
aquilo que não esqueci...
só se encontra quem se ama.

Eu não te via
de tanto te procurar,
e, afinal estava só
com medo de te encontrar.
E assim, como o luar
está preso no infinito,
o meu pobre coração
que do teu é prisioneiro,
num amar tão verdadeiro,
lançou,
um enorme e mudo grito,
num suspirar derradeiro.

09.10.2013 
Luísa Cordeiro



INVERNO


John Everett Millais, Ophelia (1851-1852). Daqui.




Passou o outomno já, já torna o frio...
- Outomno de seu riso maguado.
Algido inverno! Obliquo o sol, gelado...
- O sol, e as aguas limpidas do rio.

Aguas claras do rio! Aguas do rio,
Fugindo sob o meu olhar cançado,
Para onde me levaes meu vão cuidado?
Aonde vaes, meu coração vazio?

Ficae, cabellos d'ella, fluctuando,
E, debaixo das aguas fugidias,
Os seus olhos abertos e scismando...

Onde ides a correr, melancolias?
- E, refractadas, longamente ondeando,
As suas mãos translucidas e frias...

Camilo Pessanha (1867-1926)


Agenda Camilo Pessanha 2017, textos de Ana Paula Laborinho e ilustrações de Carlos Marreiros, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2016.



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

POESIA DE LUÍSA CORDEIRO (7)


Quero dar um fado
ao Fado,
quero cantá-lo
com garra,
no gemer de uma viola,
no chorar
de uma guitarra.

E nessa harmonia ardente
qu'incendeia o coração
que me faz cerrar os olhos
e unir as minhas mãos,
que a voz que Deus me deu
vá até ao infinito
ainda que o meu fado
não seja mais
do que um grito.

L.C.