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Escola Secundária José Saramago - Mafra

quinta-feira, 13 de junho de 2013

POESIA DE ADRIANO ALCÂNTARA (IX)

Fotografia do Professor Adriano Alcântara

IMPRESSÃO

Eles passam transparências
nos seus segredos, guardadas
na ponta dos saltos altos
a fugir às fendas da
calçada. Por onde se
meneiam passa leve
almíscar, desejp ou fome
de fim de mundo. Cuidado
São memórias curtas ou
palavras nuas perdidas
por há-de saber-se onde
Assim despidas ao som
do lado roufenho do
palco apenas pó, são talco

DOS EXAMES

Imagem daqui.
 
 
 
Há cinco degraus para se alcançar a sabedoria:
calar;
ouvir;
lembrar;
agir;
estudar.
 
Provérbio árabe
 
 

POESIA E FILOSOFIA

Alexandre Roubtzoff, Manoubia
Imagem daqui.
 
 

“É do saber oriental a preferência pelas formas não-discursivas. O provérbio, o prolóquio, a sentença, o apotegma, o aforismo, o poema, ainda são os fascinantes relâmpagos que iluminam a escuridade do saber. A prova, tanto se acha na Índia, como em Israel, como na Arábia e, com efeito, o adagiário árabe é um longo colar de pérolas, dispostas como astros, em torno do sol, contendo em enigma iluminativo todas as experiências do saber. O adagiário português, onde se identificam os enigmas provenientes da sabedoria grega, da cultura latina e da moralidade hebraica, apresenta um depósito de provérbios e de aforismos orientais, cuja enumeração seria inoportuna, e cuja forma se tem mantido nesse plano de conhecimento adquirido nominado de «cultura popular». A medievalidade europeia imitou a antiguidade oriental nos métodos didácticos das crianças e dos adultos, valorando, não os grandes sermonários e as complexas sumas discursivas, mas as alegorias, os símbolos, os exemplos, as fábulas, os apólogos e os ditos, ou «grãos de bom senso». A faculdade imaginativa era viçosa na medievalidade (…). A mãe de família e os avós tinham, nessa escola doméstica, uma função parabolar e magistral e, no harém, os meninos aprendiam a ser adultos, educando simultaneamente a imaginação, a intuição e a razão. Muitos dos contos, mitos e ditos muçulmanos acham-se circunscritos à escola doméstica, ou palatina, de modo que os jovens, antes de iniciarem a aprendizagem mesquital e das artes e ofícios, já gozavam de algum saber bebido nas fontes populares, saber esse envolvido na roupagem do mito, do enigma e da poesia.
(…) A poesia serve de ponte entre a mística nativa e a filosofia grega, chega a exprimir uma atitude filosófica, a veicular um pensamento filosófico. Há poemas que resultam em exercícios paroxísticos e silogísticos, em paráfrases de ditos e feitos, em glosas das sunas e das suras.
A sensibilidade à flor da pele, a incansável intuição, o gesto de um pensamento que mais parece nascer no coração do que na cabeça, acham-se no teor e na estesia da poesia árabe, em que abundam os exemplos de poesia elegíaca, de poesia moral, ética, política, filosófica, os exemplos dos cantos de amor e de guerra, e, enfim, de uma crença em movimento expansivo.”


Pinharanda Gomes, História da Filosofia Portuguesa, 3- A Filosofia Arábigo-Portuguesa, Lisboa, Guimarães Editores, 1991, pp.210-211.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA (17)

Adolescence


Fotografias do Professor Martinho Rangel

Os trabalhos expostos foram realizados pelos alunos do 10.º ano, turmas B, C, G e H, sob a orientação da Professora Maria Manuel Reis, no âmbito da disciplina de Inglês.

Exposição patente na BE. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

FESTA DO JAPÃO EM LISBOA

Imagem e programa detalhado no sítio da Embaixada do Japão em Lisboa
 
Festa do Japão em Lisboa
 
 15 de Junho de 2013
Jardim do Japão, Belém, Lisboa
 
 

GALLICA - BIBLIOTECA DIGITAL DE FRANÇA



O Portal Gallica disponibiliza gratuitamente dois milhões de documentos: livros, manuscritos, mapas, imagens, imprensa e revistas, letras e músicas, partituras, arquivos.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA (16)


Fotografias do Professor Martinho Rangel

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebra-se a 10 de junho, no dia da morte de Luís Vaz de Camões em 1580.
Para assinalar a efeméride, a equipa da biblioteca organizou uma pequena exposição alusiva a Camões. A mostra reúne um conjunto de obras do autor, imagens, caricaturas e marcadores de livros.

Para ver na biblioteca da escola até 17 de junho de 2013.
 

MIA COUTO - ENTRE FONTEIRAS


Mia Couto
Imagem daqui.

 
"Em muitos aspectos me aprendi como uma criatura entre fronteiras: um branco que é africano; um ateu não praticante; um poeta que escreve prosa; um homem que tem nome de mulher; um cientista que tem poucas certezas na ciência; um escritor numa terra de oralidade. No início, esses mundos que em mim se cruzavam dificultavam uma visão unitária daquilo que pudesse ser a minha identidade. E isso atrapalhava-me. Depois, fui entendendo que essa pertença a múltiplos universos ajudava a me descobrir na minha condição plural, contrabandeando valores entre fronteiras."

Mia Couto entrevistado por Luís Miguel Queirós, Ípsilon/ Público, 7 de junho de 2013, p.6.