Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs

Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

AMBIENTE E BIBLIOTECA


Fotografias: Alexandra Melo, aluna do 11.º J

No âmbito da disciplina de Inglês, os alunos do 11.º J, sob a orientação da professora Ema da Silva,  escreveram frases apelando à proteção do ambiente e organizaram uma pequena exposição na biblioteca, com o objetivo de sensibilizar os utilizadores.
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

MANDELA


Nelson Rolihlahla Mandela
18 de julho de 1918 - 5 de dezembro de 2013
Imagem daqui.
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

DA METÁFORA II


Imagem daqui.
 
 
 
"É isto, meu filho: se houvesses dito simplesmente que os prados são amenos não representarias senão o verdejar (...), mas se disseres que os Prados riem far-me-ás ver a terra como um Homo Animatus, & reciprocamente aprenderei a observar nos rostos humanos todas as esfumaturas que captei nos prados... E este é ofício da Figura excelsa entre todas, a Metáfora. Se o Engenho, e portanto o Saber, consistem em ligar entre si Notiones remotas e encontrar Semelhança em coisas dissímiles, a Metáfora, entre as Figuras a mais aguda e peregrina, é a única capaz de provocar Maravilha, de que nasce o Deleite, como pelas mudanças das cenas no teatro. E se o Deleite que nos dão as Figuras é o de aprender cousas novas sem fadiga e muitas cousas em pequeno volume, eis que a Metáfora, levando em voo a nossa mente de um Género a outro, nos faz entrever numa só Palavra mais de um Objecto."
Umberto Eco, A Ilha do Dia Antes, Lisboa, Difel, 1995, pp.86-87.
 
 
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

PROGRAMA ECO-ESCOLAS NA ESJS


Desde 2010/11, a nossa escola tem integrado o Programa Eco-Escolas .

Este programa visa promover a educação ambiental da comunidade escolar, contribuindo para melhorar o desempenho ambiental da escola e para formar cidadãos conscientes dos problemas ambientais da atualidade e empenhados na minimização/resolução dos mesmos.

A implementação deste programa segue uma metodologia que envolve a adoção de sete elementos, o primeiro dos quais é o Conselho Eco-Escola que deve incluir alunos, professores, pessoal não docente, pais, representantes do município e de outros setores que a escola entenda por convenientes (associações de defesa do ambiente, empresas, órgãos de comunicação social locais, etc.).

Ao Conselho Eco-Escola cabe a definição do plano de ação e o acompanhamento da implementação do mesmo.

Destacamos algumas atividades previstas para este ano letivo:
  • a construção de um canteiro com plantas aromáticas e medicinais;
  • o início do projeto de uma horta na escola (com a colaboração de idosos que possam partilhar o seu saber com os jovens);
  • a realização de passeios pedestres temáticos (um em cada período);
  • a elaboração de um eco-código (declaração de objetivos traduzidos por ações concretas que os membros da escola devem seguir);
  • a melhoria da recolha seletiva do "lixo", dando uso adequado aos ecopontos existentes na escola;
  • a continuação de atividades que visam dar a conhecer a biodiversidade dos espaços exteriores (assinalar as espécies autóctones já identificadas, cuidar do lago, dos comedouros para aves e reposicionar os ninhos, elaborar marcadores de livros com materiais que identifiquem as árvores e arbustos autóctones,...).
Cada uma destas atividades será atempadamente divulgada.  Contamos com a colaboração de todos os que tenham vontade e disponibilidade para participar.

Aqui fica o link para a página da nossa escola na plataforma Eco- Escolas: 

Texto do professor Paulo Passos, coordenador do programa Eco-escolas na ESJS  
 

CHUVA OBLÍQUA (OUTRA)

Van Gogh, Paisagem de Auvers debaixo de chuva (Auvers-sur-Oise, 1890)
Imagem daqui.



A poesia

Sem dúvida sem uso
a poesia
mas quando chove
mesmo a mais vertical
pluviosidade
vejo sempre a chuva
«oblíqua»
e isso é sem remédio.

Pedro Mexia, "A poesia", in Relâmpago, nº 12, 4/ 2013, p.168.
 
 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

TORGA E CRISTO, NO RIO DE JANEIRO


Fotografia de Yann Arthus-Bertrand, daqui.


Rio, 17 de Agosto de 1954 – No Corcovado, ao lado de Cristo, a contemplar momentaneamente o inimaginável panorama que ele terá diante dos olhos pela eternidade fora. E disse-lhe, com a voz do pensamento, que certamente ouviu: - Rica velhice, Senhor! Bem sei que aquilo na Judeia foi de respeito. Mas valeu a pena. Que reforma!"
Miguel Torga, Diário, vol. VII, in Diário, vols. I a VIII, Lisboa, 2ªedição integral, Publicações Dom Quixote, 1999, pp. 761.
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

AS PALAVRAS E AS PEDRAS

Photo : Flickr – soilse – CC
Imagem daqui.
 
 
"As palavras não são nada. Deviam ser eliminadas. Nada do que possamos dizer alude ao que o mundo é. Com trinta e duas letras num alfabeto não criamos mais do que objetos equivalentes entre si, todos irmanados na sua ilusão. As letras da palavra cavalo não galopam, nem as do fogo bruxuleiam. E que importa como se diz cavalo ou fogo se não se autonomizam do abecedário. Nenhuma pedra se entende por caracteres. As pedras são entidades absolutamente autónomas às expressões. As pedras recusam a linguagem. Para a linguagem as pedras reclamam o direito de não existir. Se as nomeamos não estamos senão a enganarmo-nos voluntariamente. Às pedras nunca enganaremos. Elas sabem que existem por outros motivos e talvez suspeitem que o nosso desejo de falar seja só um modo menos desenvolvido de encarar a evidência de existir."

Valter Hugo Mãe, A Desumanização, Porto, Porto Editora, 2013, p.46.
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DOIS SONHOS, UM TESOURO

Imagem daqui.
 
 
"(...) História que se encontra no Livro das Mil e Uma Noites. (...) O protagonista é um pobre homem de Alexandria, no Egipto, que sonha que tem de ir à cidade de Ispahan, na Pérsia, onde lhe será revelado o lugar de um tesouro. Acorda na manhã seguinte, recorda-se do sonho e empreende sem hesitação a longa e perigosa viagem. Tem de atravessar selvas, mares, desertos, cidades heréticas e cidades cristãs, mas acaba por chegar a Ispahan e deita-se para dormir no pátio da mesquita. Pouco depois, surgem bandoleiros e mais tarde soldados que prendem todos. O pobre egípcio tem de comparecer perante o juiz que lhe pergunta quem é, ao que o homem responde que é egípcio e explica porque abandonou a pátria. Ao ouvi-lo, o magistrado ri às gargalhadas, ordena que lhe apliquem chicotadas e acrescenta: «Sonhei muitas vezes com um jardim no Egipto onde há um relógio de sol e uma figueira e, debaixo desta, um tesouro, mas nunca acreditei nessas superstições.» O egípcio é chicoteado e regressa a Alexandria. Quando chega a casa, vê que há um jardim com um relógio de sol e uma figueira com um tesouro por baixo. Para o encontrar, porém, foi necessário que conversasse com o juiz que recebera a notícia, ou seja, foram necessários dois sonhos."
 
Entrevista a Jorge Luís Borges: María Esther Vasquez, Eu, Borges - Imagens, Memórias, Diálogos, Lisboa, Editorial Labirinto, 1986, p.114.