Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs

Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sá de Miranda, Carta a El-Rei D. João III

As obras do doutor Francisco de Saa de Miranda, 1677 (Biblioteca Nacional de Portugal)

Um dos poetas mais amados, logo a seguir a Camões, Francisco de Sá de Miranda foi um poeta-lavrador atento ao mundo que o rodeava. A sua Carta a El-Rei D. João III, escrita em verso, na medida velha, espelha não só as suas preocupações com o tempo em que viveu, como também a estima que votava ao rei.

Seguem-se alguns excertos:

(...)
Homem de um só parecer,
Dum só rosto, uma só fé,
Dantes quebrar que torcer,
Ele tudo pode ser,
Mas de corte homem não é.

(...)
Tudo seu remédio tem
 E que assim bem o sabeis,
E ao remédio também;
Querei-los conhecer bem,
No fruto os conhecereis.

Obras, que palavras não:
Porém, senhor, somos muitos,
E entre tanta multidão
Tresmalham-se-vos os frutos,
Que não sabeis cujos são.

(...)
Sempre foi, sempre há de ser,
Que onde uma só parte fala,
Que a outra haja de gemer:
Se um jogo a todos iguala,
As leis que devem fazer?

(...)
Do vosso nome um grão rei
Neste reino lusitano,
Se pôs esta mesma lei,
Que diz o seu pelicano
Pola lei, e pola grei.


(...)
Assim que seja aqui fim;
Tornem as práticas vivas;
Perdestes meia hora em mim,
Das que chamam sucessivas
Estes que sabem latim.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ARTE NA BIBLIOTECA (7)

Tema: Colagens

video
Fotografias cedidas pelo Prof. Bruno Côrte Fernandes

Trabalhos realizados pelos alunos do 11.ºH, sob a orientação do Prof. Bruno Côrte Fernandes, no âmbito da disciplina de Desenho A.

Exposição patente na Biblioteca da Escola.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

LER EM VOZ ALTA FERNANDO PESSOA



Convite para ler em voz alta o Livro Desassossego, de Fernando Pessoa, no dia 30 de Novembro, das 10 horas da manhã em diante,
na Casa Fernando Pessoa.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES - SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO

Da esquerda para a direita, em cima: D.ra Sara Marinho, Avaliadora Externa; Profª Isabel Farias; D. Fátima Lourenço; D.ra Alexandra Frojmowicz, Profissional de RVC; D. Sónia Almeida; D. Inês Tomé; D. Adriana Coelho e D.ra Alexandra Rodrigues, Profissional de RVC; em baixo: Prof. Manuel Bastos e S.r Fernando Sucia.

A D.ra Júlia Bentes (à direita, em cima), Profissional de RVC e actual TDE, juntou-se ao grupo.


No dia 17 de Novembro de 2011, pelas 18h00, a Equipa Técnico-Pedagógica do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária José Saramago - Mafra realizou, uma vez mais, uma Sessão de Júri de Certificação de Nível Básico e Secundário. Foram apresentados diversos temas, representativos das Histórias de Vida dos candidatos, que lhes permitiram certificar formalmente as suas competências perante uma audiência numerosa e atenta. A Equipa do Centro Novas Oportunidades agradece a partilha e deseja aos Adultos certificados que este momento represente o início de uma nova etapa para a sua qualificação escolar e profissional.

Texto da Profissional de RVC, D.ra Alexandra Rodrigues

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MONTRA DE LIVROS (16)


Sugestão de leitura para assinalar o aniversário de Rómulo de Carvalho/António Gedeão, que se celebra no próximo dia 24 de Novembro.

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA (10)


Exposição sobre Rómulo de Carvalho/António Gedeão, organizada pela professora Maria Luísa Barros.

SEMANA DA CULTURA CIENTÍFICA (21 a 25 de Novembro)


Leia na BE poemas seleccionados pela professora Amélia Rodrigues.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

AMBIENTE E BIBLIOTECA


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No âmbito da disciplina de Inglês, os alunos do 11.º H, sob a orientação da professora Ema da Silva, escreveram frases apelando à protecção do Ambiente e decidiram expor na Biblioteca da Escola, com o objectivo de sensibilizar os utilizadores.

FESTA DOS LIVROS GULBENKIAN




Nesta Festa dos Livros da Fundação Calouste Gulbenkian, que decorre entre os dias 30 de Novembro e 23 de Dezembro, de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 20h00, destacam-se as publicações da Fundação e, entre elas, particularmente, o primeiro volume das Obras Completas de Eduardo Lourenço, Heterodoxias.


OBRAS COMPLETAS DE EDUARDO LOURENÇO - 1º volume

http://www.eduardolourenco.uevora.pt/


Do autor de O Labirinto da Saudade, Eduardo Lourenço, foi já publicado o primeiro volume das Obras Completas, intitulado Heterodoxias, com edição da Fundação Calouste Gulbenkian.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

IN MEMORIAM: JOSÉ SARAMAGO, 1922-2010

Fonte: Fundação José Saramago


Para relembrar José Saramago na data do seu nascimento, aqui se deixam alguns excertos de textos de autores estrangeiros, publicados na Revista Camões, nº 3, Outubro-Dezembro de 1998, evocativos da sua obra e de alguns dos traços mais característicos que a marcam.


A NOVA MANEIRA DE ESCREVER - Não foi nada premeditado, veio como uma inspiração. Pela primeira vez o narrador apareceu no texto. Não como um "eu" e absolutamente não como o seu próprio eu, "mas como uma instância que cria a justiça, que lá está para separar o bem do mal". Madeleine Gustafsson, "A inspiração decorre da voz interior", in Dagens Nyheter


DA PONTUAÇÃO - Como se compreende, tudo aqui é uma questão de fronteiras: fronteiras do real e da ficção, mas também fronteira da palavra. Saramago recusa, com efeito, o uso tradicional da pontuação. Os diálogos oferecem-se assim como uma sequência quase ininterrupta de frases, sem que as interrogações e as exclamações sejam traduzidas tipograficamente. Resulta disto a génese de um verbo neutro, descarnado, desligado de qualquer suporte, de qualquer identidade: imemorial, este verbo circula de indivíduo em indivíduo, para além das épocas, sem nunca se fixar (...). As vozes do morto e do vivo, do verdadeiro e do falso misturam-se assim inextricavelmente. Stéphane Zékian, "Prosadores portugueses: José Saramago", in Prétexte


DA ORALIDADE - Um escritor é a procura de um estilo que unifique a sua obra. Saramago soube dotar a sua prosa de uma respiração inexorável e tenaz que actua sobre a linguagem com um ritmo lento, tecendo sobre o leitor a teia doce de uma ladainha. Nesse estilo que é forma e fundo ao mesmo tempo, música interior e fluxo sustenido da primeira à última linha, reside a principal singularidade de uma obra que exerce sobre nós o mesmo poder de convicção da melhor poesia. "Leiam-me em voz alta", recomendou Saramago aos seus leitores em mais de uma ocasião; quando seguimos este conselho, a sua literatura atinge essa nitidez solene e quase oracular das palavras que nasceram com vocação de eternidade. Juan Manuel de Prada, "Leiam-me em voz alta", in ABC


DA MATURAÇÃO CRIADORA - Num mundo de peter pans com medo de envelhecer, ele define-se como um escritor tardio, uma uva passa. Ironia. Antes da epifania narrativa de Levantado do Chão (1980) há toda uma exploração sensorial e poética, uma biologia da alma onde se vão afivelando os sentidos externos e internos. O ouvido e a memória, o olhar e a imaginação, o cheiro e a melancolia. É em Levantado do Chão, no solo do Alentejo, que germina este estilo singular... Manuel Rivas, Obrigado Vaticano, in El País


DA MULHER - Na obra de Saramago, em todos os seus romances, a mulher tem um papel relevante, talvez porque no mundo dos pobres a mulher se vê obrigada a cultivar dia a dia as virtudes de um heroísmo anónimo que não lhe é reconhecido. Em todos os romances de Saramago, a protagonista tem mais valor do que o protagonista. Mulheres sonhadoras e realistas, sacrificadas, capazes de um amor que é o que o amor essencialmente deve ser: generoso. A mulher, na casa do pobre, é a consciência aberta da dignidade. Basilio Losada, "Um universo ético", in El Mundo


DA CONDIÇÃO HUMANA - Saramago não apenas renovou a temática do romance português, como as suas técnicas estruturais, para nada dizer do extraordinário estilo literário propriamente dito: é, na linhagem de Malraux (...), o romancista da condição humana. A condição humana vista pelo prisma histórico e sociológico de Portugal. O indivíduo é, nos seus romances, uma parte da engrenagem social, não a personagem idiossincrática que tradicionalmente povoa a ficção. Ele é o homem que faz do homem uma "ideia política" (no sentido aristotélico da palavra), com prolongamentos ideológicos e até partidários. Nesse particular, a sua visão denuncia algum ressentimento irónico contra o mundo tal como existe. Wilson Martins, "Romancista da condição humana", in O Globo


DA HISTÓRIA/ das histórias - E não existe uma única obra em que na versão oficial da história não se tenha infiltrado o subversivo da ficção. Nenhuma em que o juste milieu da história oficiosa de Portugal não tenha sido minado por fábulas. Christian Thomas, "Jangada das ficções", in Frankfurter Rundschau


DOS MESTRES - (...) a obra de Saramago incessantemente "fala" com a de seus antecessores: sua preocupação com a história, num momento no qual cassandras decretam-lhe o fim, remete a um Alexandre Herculano; sua dicção, baseada num tom despiciendo e digressivo, remete à de Almeida Garrett, seu cuidado com a forma do romance, cada vez mais depurada, remete a Eça. Em poucas palavras, Saramago está firmemente ancorado em sua tradição doméstica, da qual é prova o seu longo encantamento com a palavra barroca (...), na qual revelam-se as suas leituras de clássicos como os oradores religiosos António Vieira, Manuel Bernardes e António das Chagas, e ao que se soma a incorporação, tanto em nível de anedota como da escritura mesmo, dos maiores poetas portugueses, Camões e Pessoa. Horácio Costa, "José Saramago é o suco da barbatana da língua portuguesa", in Folha de São Paulo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

AQUISIÇÕES RECENTES


Títulos recentemente adquiridos para a área de Informática.

FERRAMENTA PARA DETECTAR PLÁGIO

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