Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs

Antigo blogue do projeto novasoportunidades@biblioteca.esjs, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária José Saramago - Mafra

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

AQUISIÇÕES RECENTES



HANDFORD, Martin – Onde Está o Wally? Lisboa: Editorial Presença, 2014. 14 p. ISBN 978-972-23-5131-7

OLIVEIRA, Isabel e MARTINS, Hélder – Ericeira Cultura Gastronómica. Ericeira: Jornal O Ericeira, s.d. 269 p.

ORWELL, George – 1984. Lisboa: Antígona, 2012. 327 p. ISBN 978-972-608-189-0

ROCHA, Nunes – Óculos Sujos, Fígado Gordo. Lisboa: edição &etc, 2013. 77 p. ISBN 978-989-8150-46-2

SAVATAR, Fernando – Ética Para Um Jovem. Lisboa: D. Quixote, 21.ª ed., 2013. 158 p. ISBN 978-972-20-20-2839-4

TWAIN, Mark – The Adventures of Tom Sawyer. New York: Dover Publications, 2013. 184 p. ISBN 978-0-486-40077-8

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ALICE HERZ-SOMMER, 1903-2014

Malcolm Clarke, The Lady in Number 6: Music Saved my Life


SUGESTÃO DE LEITURA (35)

O manicómio virtual
 
Por Alberto Gonçalves, Sociólogo
 
Alguém publicou no Facebook um vídeo no qual o apresentador de televisão Jorge Gabriel é alegadamente apanhado a di­zer um palavrão em directo. Em escassos minutos, ao que me contaram e li na im­prensa, inúmeras “páginas” reproduziram a coisa e inúmeras almas condenaram com a fúria do costume a falta de educação do homem, que, aproveito para elucidar, não conheço de lado nenhum. Claro que o ho­mem apenas diz “perdeu o crédito” e não “perdeu o (sinónimo de pénis)” que al­guns fingiram detectar. Isso, porém, não impediu a histeria própria das “redes so­ciais”, que começou por dedicar-se a fac­tos, passou a dedicar-se a boatos e agora dedica-se a completas fantasias. A ques­tão é: as redes sociais tendem a acolher malucos ou as pessoas enlouquecem nas redes sociais? E a resposta é: não faço ideia.
Provavelmente, ambas as hipóteses são um bocadinho verdadeiras. Por um lado, o tipo de comunicação relativamen­te anónima, desenraizada e impune pos­sibilitada pelo Facebook, pelo Twitter e por jigajogas similares é tão propício a atrair figurinhas perturbadas quanto um clube gay em Telavive a atrair terroristas islâmicos. Por outro lado, parece-me evi­dente que imensas criaturas emocionalmente saudáveis degeneram no momen­to em que desatam a coleccionar “ami­gos” ou, à semelhança da Santinha da Ladeira, “seguidores”. Aos poucos, ou num instante, as criaturas tornam-se pos­suídas pelo espírito do “meio” e aderem aos delírios vigentes. Ora acreditam na amizade genuína das fotografias peque­ninas que exibem no Facebook, ora acre­ditam nas aldrabices que tresloucados põem a circular no Facebook, ora, nas si­tuações terminais, optam por confiar ao Facebook os seus destinos. Uma pesquisa recente revela que, por exemplo, uma quantidade crescente de in­divíduos recorre ao Facebook para conse­guir par romântico. Na Índia, na África do Sul, na Nigéria, no México, nas Filipinas ou no Vietname, essa é mesmo a principal maneira de caçar o parceiro. Talvez em Por­tugal a voga não seja muito diferente. Sou­be de um sujeito que conheceu uma sujei­ta, estrangeira, dessa forma. Uma bela noi­te de Verão encontraram-se online, um mês depois a moça aterrava por cá, dois meses depois estavam casados, três meses de­pois discutiam com regularidade. Da últi­ma vez que ouvi falar neles, trocavam in­sultos em público e meiguices, acompa­nhadas de fotografias e desenhos “fofos”, nas respectivas “páginas”. Com frequên­cia, o grau de alucinação alcançado já não permite esperanças. Há gente a congratu­lar no Facebook, pelo aniversário ou pela licenciatura, o filho ou a irmã sentados no sofá ao lado. Há gente a fazer like (lindís­sima expressão) aos próprios posts.
Ocasionalmente, amigos (ao estilo an­tigo, de carne e osso) incentivam-me a aderir ao Facebook sob o pretexto de que, “na minha profissão”, é fundamental an­dar informado. Sendo educado e hipócri­ta, respondo-lhes: “Eh, lá, que ideia exce­lente!” Cá dentro penso que, no dia em que a minha profissão precisar da espécie de credibilidade em que o Facebook é pró­digo, prefiro visitar um manicómio a sé­rio e ouvir os desabafos dos hóspedes. Ou assistir a palestras do Partido Livre. Ou despedir-me das crónicas e voltar-me para a criação de rolas. Se o objectivo é afastarmo-nos da realidade, não faltam proces­sos menos violentos.
Com muito boa vontade, admito que o Facebook é útil na divulgação de empre­sas de pequena e média dimensão, tole­rável para nos relacionarmos com quem não nos merece um reles telefonema e pernicioso em tudo o resto. Nas situações ha­bituais, o potencial da invenção do sr. Zuckerberg na difusão de toleimas só afec­ta os envolvidos. No limite, afecta países inteiros ou até civilizações, como quando o Ocidente em peso se convenceu de que a revolução que os egípcios organizavam pelo Facebook se realizava em nome da democracia e, não se riam, dos direitos hu­manos. Para cúmulo, é viciante a uma es­cala com que a série Breaking Bad ou as metanfetaminas em si não sonham: adi­vinhem onde é que Jorge Gabriel desmen­tiu a calúnia de que foi alvo.
Sábado. Dir. Rui Hortelão, n.º 512 - 20 a 26 de Fevereiro de 2014.
A revista Sábado está disponível na Biblioteca. Procure-a na estante de periódicos!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

AQUISIÇÕES RECENTES




BEAHM, George – Steve Jobs nas suas Próprias Palavras. Coimbra: Almedina, 2011, 134 p. ISBN 978-972-40-4711-9

BERTOLAMI, Orfeu – O Livro das Escolhas Cósmicas. Lisboa: Gradiva, 2006, 340 p. ISBN 989-616-087-2

BRADLEY, Marion Zimmer – Caçadores da Lua Vermelha. Lisboa: Caminho, 1987, 191 p.

CORNWELL, Bernard – Rebel. London: Collins, 1994, 435 p. ISBN 978-0-00-782550-9

CORNWELL, Bernard – Sharpe’s Battle. London: Collins, 1996, 391 p. ISBN 978-0-00-782550-9

LOURENÇO, Maria C. (coord.) – O Laboratório Chimico da Escola Politécnica de Lisboa. Lisboa: Museu da História Natural e da Ciência, 2013, 159 p. ISBN 978-989-98300-0-4

MACEDO, Jorge (trad.) – História Universal 2 – Os Persas. Lisboa: Europa-América, 1965, 232 p. ISBN 972-1-01119-3

MACEDO, Jorge (trad.) – História Universal 3 – Do Apogeu da Grécia Clássica à Civilização Helenística. Lisboa: Europa-América, 1966, 248 p.

MAGALHÃES, João – Quero Ser Médico. Carnaxide: Objectiva, 2.ª ed., 2013. 181 p. ISBN 978-989-672-190-9

PIRES, José Cardoso – Balada da Praia dos Cães. Lisboa: D. Quixote, 1994, 236 p. ISBN 972-747-005-X

SONODA, Kenichi – Exaxxion. France: Editions Glenat, 2005, 228 p. ISBN 2.7234.5173.9

STEINMANN, Jean – St Jean Baptiste et la Spiritualité du Desert. Paris: Éditions du Seuil, 1959, 192 p.

TALTY, Stephan – Empire of Blue Water. New York: Three Rivers Press, 2007, 332 p. ISBN 978-0-307-23661-6

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TEORIA DO VERSO

Apolo, a Poesia e a Música. Ópera Garnier, Paris.
Imagem daqui.




"De rojo não há poesia;
não há verso
por mais rasteiro
que não aspire ao alto: estrela
ou farol iluminando o ser
da palavra.
Assim o sapo:
no vagaroso e inocente
e desmedido olhar do sapo
as águas são de vidro.

Eugénio de Andrade, Ufficio di Pazienza, a cura di Carlo Vittorio Cattaneo, Lugo, Edizioni del Bradipo, 1996, p.54.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ORFEU E EURÍDICE

Imagem daqui.


Companhia Nacional de Bailado
Teatro Camões
de 27 de fevereiro a 16 março




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SÃO VALENTIM E O AMOR III

Imagem daqui.


"O perfeito amor exige a vigorosa  inteligência."

Agostinho da Silva, Conversação com Diotima (1944), in Textos e Ensaios Filosóficos I, p.163.


DIA DOS NAMORADOS 2014 (III)

"Amor", Carlotta Castelnovi


                                                                               
Piropo


     A vida de qualquer rapaz deve ser ler, escrever e correr atrás das raparigas. Esta última parte é muito importante. Hoje em dia, porém, os rapazes de Portugal já não correm atrás das raparigas - andam com elas. A diferença entre «correr atrás» e «andar com» é, sobretudo, uma diferença de energia. Correr é galopar, esforçar, persistir, e é alegria, entusiasmo, vitalidade. Andar é arrastar, passo de caracol, pachorrice, sonolência. O amor não pode ser somente uma partida de golfe, em que dois jarretas caminham devagar em torno de alguns buraquinhos. Tem de ser, pelo menos, os 400 metros barreiras.
   (...)
    Os rapazes de hoje já não perguntam às raparigas se os anjos desceram à terra, ou que bem fizeram a Deus para lhes dar uns olhos tão bonitos. Dizem laconicamente, com o ar indiferente que marca o «cool» da contempo­raneidade «Vamos aí?». Ou simplesmente «Bora aí?». Nos últimos tempos, tanto em Lisboa como na linha de Cascais, esta economia de expressão atingiu até o cúmulo de se cingir a um breve e boçal «Bute?». «Bute» signi­fica qualquer coisa como «Acho-te muito bonita e desejável e adoraria poder levar-te imediatamente para um local distante e deserto onde eu pudesse totalmente desfazer-te em sorvete de framboesas». Mas, como os rapa­zes só dizem «Bute:», são as pobres raparigas que têm de fazer o esforço todo de interpretação e de enriqueci­mento semântico. São assim obrigadas a perguntar às amigas «Ó Teresinha, o que é que achas que ele queria dizer com aquele bute?». E chegam à desgraçada condição de analisar as intenções do rapaz mediante uma série de considerações pouco líricas - foi um «Bute» terno ou ríspido, sincero ou mentiroso, terá sido apaixo­nado ou desapaixonado?
   Isto não pode ser, até porque há uma tradição a manter. Imagina-se alguma rapariga a dizer «Ai, Lena... quando ele disse 'Bute' subiu-me o coração à boca!». A verdade é que o coração é um órgão bastante pregui­çoso e só se dá ao trabalho de subir à boca quando se lhe dão excelentes motivos para isso.
    De uma maneira geral, todas as palavras que não se imaginam num soneto de Camões são impróprias. O amor pode ser um fogo que arde sem se ver, mas não basta tomar o facto por dado e dizer simplesmente «Bute» - é preciso dizer que arde sem se ver. Mesmo que não arda, mesmo que se veja.

   CARDOSO, Miguel Esteves - A Causa das Coisas. Lisboa: Assírio & Alvim, 6ª ed. 1988, p. 227-228.

O livro está disponível  para requisição na BE da ESJS.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

AQUISIÇÕES RECENTES



AGUALUSA, José Eduardo – A Vida no Céu. Lisboa: Quetzal Editores, 2013. 186 p. ISBN 978-722-110-1

ALLENDE, Isabel – A Ilha Debaixo do Mar. Porto: Porto Editora, 2013. 511 p. ISBN 978-972-0-04481-5

CURY, Augusto – Jovens Brilhantes, Mentes Fascinantes. Lisboa: Pergaminho, 2013. 134 p. ISBN 978-989-687-163-5

Langenscheidt - Portugiesisch - Deutsch, Deutsch - Portugiesisch. 2011. 1343 p. ISBN 978-3-468-11274-4

MÃE, Valter Hugo – A Desumanização. Porto: Porto Editora. 2013, 238 p. ISBN 978-972-0-04494-5

MOURA, Vasco Graça – Poesia 1997/2000. Lisboa: Quetzal Editores, 2001. 425 p. ISBN 564-448-4

MOUTINHO, José Viale – Portugal Lendário. Maia: Círculo de Leitores. 2013. 524 p. ISBN 978-972-42-4892-9

PINA, António Manuel – Todas as Palavras: poesia reunida (1974-2011). Assírio & Alvim, 2013. 3.ª ed. 395 p. ISBN 978-972-0-79295-8

 

SÃO VALENTIM E O AMOR II


William-Adolphe Bouguereau, Elegie et manque d'amour, 1899
Imagem daqui.




“ (…) amor nam quer rezão

Nem contrato nem cautela

Nem preito nem condição

Mas penar de coração

Sem querela.”

Gil Vicente, O Velho da Horta, representado pela primeira vez em 1512.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SÃO VALENTIM E O AMOR I


 :(:

         you  decide.



Quebrando e partindo
tijolos do racional,
roubando e fugindo,
é por vezes bem-vindo
ao coração do igual.

Outras, nem tanto...
e que faço, entretanto?
Disfarço a tristeza, a angústia, o espanto
com meu ar habitual.

Como, porquê? Ser
algo com tanto poder,
algo tão falado,
sem ninguém o descrever.

Qual a razão de servir-me de tais sentimentos
se tais sentimentos me traem, a mim?
Antes, por que existem tais sentimentos?
Por que trazem tão bons momentos
se o usual é, no final,
tais momentos terem fim?

Eduardo Simões e João Ganhoteiro Silva, 
Alunos do 11º G desta Escola.



DIA DOS NAMORADOS 2014 (II)

"Amor", Carlotta Castelnovi

POEMA DO AMOR

Este é o poema do amor.

Do amor tal qual se fala, do amor sem mestre.
Do amor.
Do amor.
Do amor.

Este é o poema do amor.

Do amor das fachadas dos prédios e dos recipientes do lixo.
Do amor das galinhas, dos gatos e dos cães, e de toda a espécie de bicho.
Do amor.
Do amor.
Do amor.

Este é o poema do amor.

Do amor das soleiras das portas
e das varandas que estão por cima dos números das portas
com begónias e avencas plantadas em tachos e terrinas.
Do amor das janelas sem cortinas
ou de cortinas sujas e tortas.

Este é o poema do amor.

Do amor das pedras brancas do passeio
com pedrinhas pretas a enfeitá-lo para os olhos se entreterem,
e as ervas teimosas a nascerem de permeio
e os homens de cócoras a raparem-nas e elas por outro lado a crescerem.
Do amor das cadeiras cá fora em redor das mesas
com as chávenas de café em cima e o toldo de riscas encarnadas.
Do amor das lojas abertas, com muitos fregueses e freguesas
a entrarem e a saírem, e as pessoas todas muito malcriadas.

Este é o poema do amor.

Do amor do sol e do luar,
do frio e do calor,
das árvores e do mar,
da brisa e da tormenta,
da chuva violenta,
da luz e da cor.
Do amor do ar que circula
e varre os caminhos
e faz remoinhos
e bate no rosto e fere e estimula.
Do amor de ser distraído e pisar as pessoas graves,
do amor de amar sem lei nem compromisso,
do amor de olhar de lado como fazem as aves,
do amor de ir, voltar, e tornar a ir, e ninguém ter nada com isso.
Do amor de tudo quanto é livre, de tudo quanto mexe e esbraceja,
que salta, que voa, que vibra e lateja.
Das fitas ao vento,
dos barcos pintados,
das frutas, dos cromos, das caixas de tintas, dos supermercados.

Este é o poema do amor.

O poema que o poeta propositadamente escreveu
só para falar de amor,
de amor,
de amor,
de amor,
para repetir muitas vezes o amor,
amor,
amor,
amor.
Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
contar as palavras que o poeta escreveu,
tantos que,
tantos se,
tantos lhes,
tantos tu,
tantos ela,
tantos eu,
conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
foi amor,
amor,
amor.

Este é o poema do amor.

GEDEÃO, António - Obra Completa. Sta. Maria da Feira: Relógio D' Água Editores, 2004. ISBN 972-708-790-6, p. 211-213.

O livro está disponível na BE.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

MENINO DE SUA AVÓ

Imagem daqui.



Fernando Pessoa e Dionísia, a sua avó, interpretados por Adérito Lopes e Maria do Céu Guerra, a partir de um texto de Armando Nascimento Rosa, estão em cena no Teatro A Barraca, em Lisboa, de 5ª a domingo.

AMORES

Imagem daqui.


"Pode extinguir-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá a do amor materno"

Júlio Dantas (1876-1962)

Frase de destaque do Diário de Notícias de hoje.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

8 OLHARES SOBRE MENSAGEM

Na Casa Fernando Pessoa, aqui.






































8 SÉCULOS DE LÍNGUA PORTUGUESA - Comemorações


Imagem daqui.




De 1214 a 2014 - 800 anos de Língua Portuguesa
De 5 de maio de 2014, dia da Língua Portuguesa, a 10 de junho de 2015

"(...) Quando “nasce” uma língua? Como determiná-lo, tratando-se da língua portuguesa? Qual é o documento mais antigo escrito em língua portuguesa?

Embora os historiadores da língua não sejam unânimes, o Testamento de D. Afonso II, datado de 27 de junho de 1214, surge como o primeiro, senão um dos primeiros documentos escritos em português.

Esta data mereceu a nossa atenção, no sentido de promovermos as Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa, designação abrangente passível de englobar quer o Testamento de D. Afonso II quer outros documentos, como a Notícia dos Fiadores, de 1175.

As Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa permitem-nos realçar o valor de um património comum das nossas culturas, a língua. Celebrar a língua nas suas mais diversas vertentes e geografias é o nosso objetivo. Para o efeito, elegemos como referencial para estas Comemorações o Testamento de D. Afonso II que perfaz 800 anos e que avulta entre os mais antigos documentos escritos em português.

As Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa iniciar-se-ão (...) a 5 de maio, por ser o dia que a CPLP instituiu como o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, tendo o seu término a 10 de junho de 2015.

Para promover estas Comemorações, um grupo de cidadãos de boa vontade constituiu, em abril de 2012, a Associação “8 Séculos da Língua Portuguesa” ─ associação cultural sem fins lucrativos, e que é, sobretudo, um motor de sinergias para as mais amplas e dignas Comemorações.

Move-nos a paixão pela nossa língua. Queremos promover a Língua Portuguesa, contribuindo para unir os seus falantes em torno das comemorações da sua existência. Esta é, portanto, uma iniciativa da sociedade civil à qual instituições e personalidades lusófonas têm vindo a aderir ao longo destes últimos meses.

Na filosofia que nos norteia, é fundamental considerar que o que nos une é muito mais importante do que o que nos pode separar. A mesma língua, falada por mais de duzentos milhões de pessoas, abraça realidades muito diferenciadas que a enriquecem.

Estas Comemorações facilitarão um melhor conhecimento das culturas dos países de língua oficial portuguesa e de Macau, o que fortalece a fraternidade e amizade entre os povos. Nesta perspetiva, propomos uma organização das comemorações em rede, com carácter pluricêntrico, no respeito pela cultura de cada país e envolvendo as diásporas. (...)"

 Texto e imagem do blogue http://8seculoslinguaportuguesa.blogspot.pt/


SEMANA DA LEITURA 2014

Fotografia: arquivo da Biblioteca da ESJS (2007)

De 17 a 21 de março decorrerá a Semana da Leitura. Este ano, o tema central  é a Língua Portuguesa, que em 2014 celebra os oitocentos anos de conhecimento dos seus textos mais antigos
 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

LUXO PÚBLICO


"Dia 5 de fevereiro, 07.26. Ligo a rádio na Antena 1. (...) Já escutei rádio em quatro continentes. Mas não há nada comparável com estes 120 minutos. E há mais estações, e mais programas. Isto não é serviço público. É um luxo público que transforma Portugal em superpotência mundial radiofónica. Uma esperança e um exemplo para o que falta fazer. Em tudo o resto."

Excerto do artigo de opinião de Viriato Soromenho-Marques, no Diário de Notícias de hoje



DIA DOS NAMORADOS 2014 (I)


… E de repente aquele olhar que se cruza com o teu… passas e finges que não vês… mas depois e depois … novamente o olhar… e queres dizer algo, queres responder  e…
Com certeza isto já te aconteceu, mas se não te aconteceu está mesmo para acontecer porque o Cupido já lançou as suas setas pelo ar… por isso convém que te vás preparando… enquanto isso vai lendo alguns livros com “falas” apropriadas ou sugestivas. Retira do que leste as mais interessantes e partilha connosco. Aqui vai um exemplo:
“Quando pela manhã, se viam pela primeira vez naquele dia, ele lhe perguntava:
- que fizeste de ontem para hoje? Hoje estás ainda mais linda do que ontem e mesmo mais linda do que estavas essas noites no sonho em que te vi...
- Conta-me o teu sonho. Eu não te conto o meu porque sonhei com uma pessoa muito feia: sonhei contigo... e riam os dois".
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado
  
(Texto e cartaz da autoria da professora Fátima Almeida)


 No Dia dos Namorados, espreite a montra de livros que preparámos para assinalar a data e partilhe no mural da biblioteca uma frase alusiva à temática do amor.