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Escola Secundária José Saramago - Mafra

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Outubro: MÊS INTERNACIONAL DA BIBLIOTECA ESCOLAR 2019


“Vamos imaginar” é o tema proposto pela IASL para a comemoração do Mês Internacional da Biblioteca Escolar.

Informações disponíveis no blogue RBE

 

quarta-feira, 31 de julho de 2019

20ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS

A imagem e todas as informações encontram-se aqui.



De 3 de outubro a 8 de novembro de 2019, em sete cidades portuguesas.



quarta-feira, 19 de junho de 2019

O MAR DESMONTADO...


Raymond Devos (1922-2006).
Imagem daqui.



La mer démontée


«J'avais trois jours devant moi, je dis:
"Tiens, je vais aller voir la mer."
Je prends le train, j'arrive là-bas.
Je vois le portier de l'hôtel; je lui dis:
- Où est la mer?
- La mer... elle est démontée!
- Vous la remontez quand?
- Question de temps.
- Moi, je suis ici pour trois jours...
- En trois jours l'eau a le temps de couler sous le pont...»

Raymond Devos, Ça n'a pas de sens, Paris, Denoël, 1981.



terça-feira, 18 de junho de 2019

TERRA(S) DE SEFARAD


A imagem e o programa encontram-se aqui.




DA CONCISÃO CVI


Pantagruel.



«Great secrets are hidden in the lines of jokes and tall tales.»

Maryam Mafi, A Little Book of Mystical Secrets - Rumi, Shams of Tabriz, and the Path of Ecstasy, foreword by Narguess Farzad, Charlottesville, Hampton Roads Publishing, 2017, p. 111.




segunda-feira, 17 de junho de 2019

PROSA POÉTICA





«(...) Quel est celui qui de nous n'a pas, dans ces jours d'ambition, rêvé le miracle d'une prose poétique, musicale, sans rythme et sans rime, assez souple et assez heurtée pour s'adapter aux mouvements lyriques de l'âme, aux ondulations de la rêverie, aux soubresauts de la conscience? (...)»

Charles Baudelaire, dédicace du Spleen de Paris, Petits Poèmes en prose, dans 50 poèmes en prose, Paris, Gallimard, coll. «La Bibliothèque Gallimard», 2003.



sexta-feira, 14 de junho de 2019

DA CONCISÃO CV


Imagem daqui.



«Heureux qui, comme Ulysse, a fait un beau voyage,»

Joachim du Bellay, in Stéphane Hessel, Ô ma mémoire - la poésie, ma nécessité, Paris, Éditions du Seuil, 2006, p. 84.



quinta-feira, 13 de junho de 2019

UM «SOLZINHO DE DEUS» NO DIA DE ANIVERSÁRIO DE FERNANDO PESSOA. E DE SANTO ANTÓNIO.






A TERNURA LUSITANA ou A ALMA DA RAÇA

O costume de definir o português como essencialmente lírico, ou essencialmente amoroso - absurdo, porque não há povo quase nenhum que não seja estas duas coisas. Ao mesmo tempo vê-se que, ainda que a expressão falhe, há qualquer coisa de verdade, que não chega a descobrir-se, nestas frases.

O que é que há de quase-indefinivelmente português, de portuguesmente comum excepto a língua, a Bernardim Ribeiro, Camões, Garrett, Antero de Quental, António Nobre, Junqueiro, Correia de Oliveira, Pascoaes, Mário Beirão?

Em primeiro lugar, é uma ternura. Mas o que é essa ternura? Ternura vaga (...) em Bernardim Ribeiro, ternura que rompe a casca de estrangeirismo de Camões, no seu auge ternura heróica, ternura metafísica em Antero (curiosíssima fase de ternura que dá corpo ao abstracto, e pode amar um Deus que seja (...) uma fórmula matemática); ternura por si-próprio e pela sua terra - esquiva (...), espontânea e com o lado «tristeza» acentuado, em António Nobre (actuou (?) sobre o Sá Carneiro), ternura pela paisagem em Fialho, ternura que chega a assomar às janelas da alma de Eça de Queirós.

Chamar ao sol «solzinho de Deus» é um fenómeno especial de ternura. Nessas frases do povo está o germe de todo o pátrio.

1915?

Texto de Fernando Pessoa. Pode ser consultado em arquivopessoa.net