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Escola Secundária José Saramago - Mafra

quinta-feira, 21 de março de 2019

SEMANA DA LEITURA 2019

Se eu fosse uma agulha

Se eu fosse uma agulha costurava um mundo novo.

Criava um belo vestido de princesa como os dos contos de fadas. Ponto por ponto, faria um véu de noiva para o dia mais feliz de cada jovem de branco ou, até mesmo, criaria uma pequeno e quentinho gorro para os dias de frio de uma criança.

Se eu fosse uma agulha, criaria algo nunca antes visto, saltando de ponto em pontos presa a linha de várias cores e feitios que dançam entre tecidos de várias terras com inúmeras texturas.

Sendo agulha não gostaria de pontos aos zig-zags, pois ficaria tonta de tanto “zig-zaguiar”, ou talvez não gostasse da ideia de coser meias que, por mais pequenas e mais bonitas que sejam, andam de pé em pé e podem cheirar mal. No entanto, a minha função como agulha é coser e remendar e, como as agulhas não têm nariz, até que poderia remendar uma meia ou duas…

Apesar de pequena e simples, como agulha seria fundamental para qualquer costureira prestes a remendar o pequeno buraco nas calças de um menino trapalhão ou a criar o mais bonito vestido para o tão desejado baile de uma jovem sonhadora.

Sem agulhas, não existiria a roupa, nem os sapatos que escondem as malditas meias malcheirosas, também não existiria aquela camisola quentinha no inverno, nem aquele fato de banho para dar mergulhos nas águas salgadas da praia. Não existiria um colchão fofinho para aqueles que preferem vaguear nos seus infinitos sonhos que lhes dão segurança no escuro da noite.

Seu eu fosse uma agulha, faria tudo o que uma agulha faz que é, simplesmente, coser e tecer sonhos de linhas em tecidos multicolores.

Filipa Bryant-Jorge de Miranda, 10.ºAV1

A LIÇÃO DE GIOTTO


Giotto, Políptico de Badia, 1301-1302.




A LIÇÃO DE GIOTTO

dizem: antes dele a pintura afundava-se
naquilo que alguns pintaram para seduzir
o olhar dos ignorantes e não
o subtil prazer do espírito

possuía um rigoroso sentido do espaço e
do volume foi reformador da pintura florentina
reduziu tudo ao essencial suprimindo personagens
acessórios detalhes e pela amplitude
da composição arquitectónica atingiu grandeza
invejada e sem igual

foi ele ainda
o primeiro a enclausurar a alma
no interior de corpos limitados e sóbrios
que nos convidam à reflexão sobre a natureza humana
e sobre as coisas diáfanas do coração

Al Berto, O Medo, Porto, Assírio & Alvim, 2017, p. 421.




quarta-feira, 20 de março de 2019

SEMANA DA LEITURA 2019


Se eu fosse um lápis

Se eu fosse um lápis,
dançaria no papel
desenhando realidade 
e criando fantasia.

Se eu fosse um lápis,
andaria no papel,
desenhando meu futuro,
transformando meus sonhos em poesia.

Se eu fosse um lápis,
usaria meu grafite,
com paixão e energia,
fazendo de um esboço obra-prima.

Se eu fosse um lápis,
criaria algumas curvas,
transformando-as mais tarde
em um bela escultura.

Não sou um lápis,
mas tendo um à mão,
junto a ele o coração,
sempre em harmonia,
desenharei a minha vida.

Julia Muniz, 10.°AV1


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terça-feira, 19 de março de 2019

A LUA - DA VIAGEM REAL ÀS VIAGENS IMAGINÁRIAS


Marc Chagall, Le paysage bleu (detalhe).



Exposição no Grand Palais, em Paris, de 3 de abril a 22 de julho de 2019.